
Na manhã desta segunda-feira (4), a Comissão Processante da Câmara de Vereadores de Blumenau ouviu as testemunhas de defesa e realizou o interrogatório do vereador afastado Almir Vieira (PP), no processo que apura possível quebra de decoro parlamentar.
Ao todo, foram ouvidas oito das nove testemunhas previstas. Uma delas não compareceu à sessão. Os depoimentos ocorreram no plenário, em reunião conduzida pelo presidente da comissão, vereador Egídio Beckhauser (Republicanos).
Entre os ouvidos, a maioria é formada por ex-servidores do gabinete do parlamentar.
Durante a oitiva, as testemunhas falaram sobre a relação com o vereador e responderam a questionamentos da defesa, dentro da fase de instrução do processo.
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Na sequência, a comissão realizou o interrogatório de Almir Vieira, marcando a primeira manifestação pública do parlamentar desde o início do processo.
Durante o depoimento, ele afirmou não possuir inimizade com o presidente da comissão e disse estar à disposição para prestar esclarecimentos. O vereador também declarou que disponibiliza os sigilos telefônicos e bancário para apuração dos fatos. Questionado pelo relator, vereador Jean Volpato (PT), sobre as buscas realizadas em seu gabinete, declarou: “Fui dormir herói, acordei bandido”.
Ao ser questionado sobre valores em dinheiro apreendidos na casa dele, Almir afirmou que os recursos eram utilizados na realização de eventos e que foram declarados no Imposto de Renda.
Com a conclusão das oitivas e do interrogatório, a Comissão Processante encerra a fase de instrução. A defesa terá prazo de cinco dias para apresentar as alegações finais por escrito.
Ao comentar os próximos passos, o presidente da comissão, vereador Egídio Beckhauser, detalhou como deve ocorrer o andamento do processo
“Foi dado o direito à ampla defesa e ao contraditório, e a defesa tem, inclusive, cinco dias para se manifestar. Posteriormente a isso, vamos marcar uma reunião para o relator, vereador Jean Volpato, apresentar o relatório. Se aprovado, segue para a presidência da Casa e, na sequência, é colocado em votação em plenário”, explicou.
Almir Vieira está afastado do mandato desde fevereiro por decisão judicial. Ele foi alvo da Operação Happy Nation, da Polícia Civil, que apura suspeitas de:
"Rachadinha" (desvio de salários de assessores);
Corrupção;
Lavagem de dinheiro.
A Comissão Processante tem prazo até o início de junho para concluir o relatório final, que decidirá se haverá ou não o pedido de cassação do mandato do parlamentar.
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