Crianças e adolescentes que vivem em acolhimento institucional no Vale Europeu passam a contar com uma nova possibilidade de construir vínculos fora do ambiente institucional. Pomerode implantou o Programa SEMEAR, iniciativa de apadrinhamento que busca aproximar a comunidade da realidade dos acolhidos e ampliar a rede de proteção social na região.
A proposta está ligada à Casa de Acolhimento Institucional sediada na cidade e atende, de forma consorciada, também moradores de Apiúna, Ascurra, Rodeio, Guabiruba e Botuverá.
A iniciativa surge como complemento às políticas de acolhimento já existentes, com foco na construção de relações afetivas estáveis. A intenção é que padrinhos e madrinhas se tornem referências positivas na vida dos acolhidos, contribuindo para o fortalecimento emocional, social e educacional.
Diferentemente de ações pontuais, o apadrinhamento prevê acompanhamento contínuo e preparação prévia dos interessados. Para participar, é preciso ter mais de 18 anos e, no caso do apadrinhamento afetivo, manter diferença mínima de 16 anos em relação ao afilhado. Os candidatos passam por avaliação social e psicológica e devem participar de capacitações e reuniões organizadas pela equipe técnica responsável.
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O SEMEAR está estruturado em três frentes. No apadrinhamento afetivo, a pessoa física estabelece vínculo frequente com a criança ou adolescente, podendo compartilhar momentos fora da instituição, como passeios e datas comemorativas, sempre com autorização. Já o apadrinhamento colaborador permite que profissionais ou empresas ofereçam serviços conforme sua área de atuação. Há ainda o modelo provedor, voltado ao apoio material ou financeiro, incluindo doações e custeio de atividades, tratamentos ou cursos.
A expectativa é que a medida contribua para ampliar oportunidades e fortalecer a autoestima dos acolhidos, além de criar novas referências de convivência e pertencimento. Ao assumir o programa, Pomerode reforça uma rede intermunicipal de cuidado e aposta na participação da sociedade como elemento essencial na garantia de direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
