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Denúncia de importunação sexual contra ministro em praia de SC faz STJ abrir investigação

A medida ocorre após vir a público a denúncia de uma jovem de 18 anos, que acusa o ministro de importunação sexual.

05/02/2026 às 09h52
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em sessão extraordinária na noite desta quarta-feira (4), abrir oficialmente uma sindicância para investigar o ministro Marco Buzzi. A decisão foi unânime entre seus colegas de tribunal. Para conduzir os trabalhos, foram sorteados três ministros que formarão a comissão processante: Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira.

A medida ocorre após vir a público a denúncia de uma jovem de 18 anos, que acusa o ministro de importunação sexual. Buzzi, que é natural de Timbó (SC) e integra o STJ desde 2011, nega veementemente qualquer ato impróprio e se diz "surpreendido" com as acusações.

O relato da denúncia

Segundo as investigações, o episódio teria acontecido no dia 9 de janeiro, no mar, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte. A família da jovem estava hospedada na casa de praia do ministro. De acordo com o depoimento dado à Polícia Civil, a jovem contou que Buzzi a teria agarrado pela lombar e forçado contato físico dentro da água. Ela relatou ter tentado escapar duas vezes antes de conseguir sair do mar e pedir ajuda aos pais.

Após o confronto entre as famílias na data do ocorrido, a jovem e seus pais deixaram o local e registraram o Boletim de Ocorrência em São Paulo, no dia 14 de janeiro.

Investigação em várias frentes

Como Marco Buzzi é ministro de um tribunal superior, o caso segue um rito especial:

  • STF: O inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal devido ao foro privilegiado.

  • CNJ: O Conselho Nacional de Justiça também apura o caso na esfera administrativa e já começou a colher depoimentos, incluindo o da vítima e de sua mãe.

  • STJ: Agora, com a sindicância interna aprovada, o próprio tribunal onde Buzzi trabalha vai analisar sua conduta.

O que dizem as partes

A defesa do ministro emitiu nota reforçando que ele repudia as "insinuações" e que os fatos narrados não correspondem à realidade. Já os advogados da jovem afirmam que o foco agora é a preservação da família diante do que chamam de "ato gravíssimo" e que aguardam o rigor das apurações.

Por se tratar de crime de natureza sexual e envolver as instâncias máximas da Justiça, todo o processo tramita em estrito sigilo.


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