
O Supremo Tribbunal Federal (STF) determinou neste sábado (22) a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, que já está na Superintendência da Polícia Federal (PF). A medida, segundo o tribunal, foi tomada para proteger a ordem pública, e não representa o início da execução da pena definida no julgamento de setembro.
Bolsonaro permanece em uma sala de Estado, área usada para abrigar autoridades sob custódia. A PF confirmou apenas o cumprimento do mandado expedido pela Corte.
A decisão ocorre um dia após a defesa pedir que o ex-presidente cumpra sua pena de 27 anos e três meses em casa, alegando problemas de saúde e risco à integridade física em um presídio comum. Os advogados também informaram que irão recorrer por meio de embargos infringentes.
Em setembro, por maioria, o STF condenou Bolsonaro e outros sete aliados por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio tombado. As penas ultrapassam 20 anos de prisão para a maior parte dos réus, mas a execução depende do fim dos recursos.
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Também tiveram pedidos rejeitados: Walter Braga Netto, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Alexandre Ramagem.
O ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que fechou acordo de colaboração, não recorreu e cumpre pena em regime aberto, sem tornozeleira.
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