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O perfil catarinense

Vale lembrar que, em 2002, quando Lula se elegeu presidente pela primeira vez, Santa Catarina deu-lhe a maior votação proporcional do país no primeiro turno e a segunda maior no segundo — atrás apenas do Acre.

27/08/2025 às 09h50
Por: Redação
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Não é novidade que Santa Catarina é um estado essencialmente conservador. Isso vem sendo comprovado ao longo das últimas décadas, mas ficou ainda mais evidente a partir de 2018, com o advento de Jair Bolsonaro, quando ele fez mais de 75% dos votos no segundo turno contra Fernando Haddad (PT) e, na onda, elegeu um governador e sua vice.

Naquele pleito, quase elegeu também um senador, Lucas Esmeraldino, derrotado por apenas 18 mil votos, além de emplacar seis deputados estaduais e quatro federais.

Em 2022, mesmo derrotado por Lula da Silva, Bolsonaro novamente mostrou sua força: no segundo turno, conquistou quase 70% dos votos catarinenses.

Vale lembrar que, em 2002, quando Lula se elegeu presidente pela primeira vez, Santa Catarina deu-lhe a maior votação proporcional do país no primeiro turno e a segunda maior no segundo — atrás apenas do Acre.
Mas isso já se vão duas décadas, e hoje o conservadorismo domina o cenário político catarinense.

Direita na veia

Na eleição de 2022, o PL elegeu o então desconhecido Jorge Seif ao Senado, além de 11 estaduais, seis federais e o governador Jorginho Mello.
Agora, observa-se que Santa Catarina se tornou o centro das iniciativas, mobilizações e eventos conservadores no Brasil.

Em 2024

Essa projeção ficou clara já no ano passado, com a presença do presidente eleito da Argentina, Javier Milei.
Neste último fim de semana, Itajaí sediou um encontro de lideranças acadêmicas conservadoras de toda a América Latina.

Presenças

Estiveram lá: o deputado federal Nikolas Ferreira, o governador Jorginho Mello, o senador Esperidião Amin, o prefeito Robson Coelho e, sobretudo, a deputada estadual Ana Campagnolo — hoje uma liderança nacional do conservadorismo, com vários livros publicados, cursos realizados e quase 200 mil votos na sua reeleição em 2022.

Entre os 16 federais eleitos em SC, ela superou 15 deles, ficando atrás apenas da amiga e correligionária Carol De Toni, de Chapecó.

Marca e futuro

Esse perfil conservador consolidou Santa Catarina como prioridade no campo da direita. Não à toa, Bolsonaro escolheu o estado como base para o filho Carlos Bolsonaro, cogitado para disputar uma vaga ao Senado.

Carluxo esteve presente em eventos recentes e tem frequentado bastante São José, cidade onde vai a clubes de tiro — inclusive, sendo sócio de um deles — e que pode ser escolhida para a transferência do seu título eleitoral.

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Prisco Paraíso
Sobre o blog/coluna
Com mais de quatro décadas de experiência no jornalismo político, Prisco já passou pelos principais veículos de comunicação de Santa Catarina. Atuou como repórter, colunista e comentarista em rádio, TV e jornais. Hoje, assina sua coluna também no AJ Notícias com análises precisas e bastidores da política catarinense.
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