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Candidatura natimorta

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, está na iminência de jogar a toalha. É isso mesmo — algo que o colunista já vem prevendo há bastante tempo.

14/08/2025 às 08h44
Por: Redação
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O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, está na iminência de jogar a toalha. É isso mesmo — algo que o colunista já vem prevendo há bastante tempo.
Informações que chegam ao Centro Administrativo e também ao Palácio Residencial indicam que ele busca uma saída honrosa. A ideia seria permanecer à frente da administração da chamada Capital do Oeste.

João se apresentou como pré-candidato no segundo semestre do ano passado — há cerca de um ano, portanto. Não é preciso ser gênio para constatar que a candidatura não decolou. Está patinando, desidratada, sem sustentação.
O motivo é simples: Rodrigues não tem sequer um partido plenamente comprometido com ele e, pior, não consegue levar para o projeto nem mesmo a totalidade da sigla à qual é filiado.
Caminharia, assim, para ser um “Gean Loureiro piorado” em 2026, considerando o amplo leque de apoios e partidos aliados a Jorginho Mello, que buscará a reeleição.

Permanência

João Rodrigues permaneceria na prefeitura com a garantia de que o governo do Estado bancará obras estratégicas e fundamentais para Chapecó.

Garcia lá

Paralelamente, o PSD integraria a chapa majoritária, muito provavelmente como vice de Jorginho Mello, e o nome viria do grupo político de João Rodrigues.
O mais cotado é o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia.

Arte de construir

Essa costura política está avançada e tem tudo para se viabilizar. Conta, inclusive, com o apoio do prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto — o primeiro, registre-se, a defender publicamente o nome de Júlio Garcia para compor com Jorginho.

Frequência

Topázio, aliás, é presença constante no gabinete do presidente da Alesc.
A lógica é simples: trazendo o PSD, Jorginho economizaria posições na majoritária.

Sobram nomes

O espaço está disputado. O Novo, para apoiar o governador, via prefeito reeleito de Joinville Adriano Silva, gostaria de uma vaga ao Senado para o deputado federal Gilson Marques, já lançado como pré-candidato — ainda mais se Romeu Zema disputar a Presidência.

Outro nome na fila é Esperidião Amin, do União Progressista, além de Carol De Toni, do PL, e do MDB, que esperava indicar um companheiro de chapa para Jorginho.

Sem espaço

Com a chegada do PSD, o Manda Brasa (MDB) sobra.
Outro detalhe: União Progressista e MDB só exigiriam participação na majoritária caso João Rodrigues continuasse pré-candidato — assim, poderiam migrar para ele em caso de negativa do governador.

Brete

Agora, com o PSD ao lado de Jorginho, resta saber: o que farão progressistas e emedebistas?
Cada um lançará candidatura própria?
Ou veremos partidos que rivalizaram por cinco décadas em Santa Catarina se coligarem?

Caminho pavimentado

Fica evidente que a entrada do PSD facilita a composição para Jorginho Mello — especialmente se o ex-presidente Jair Bolsonaro insistir na candidatura de Carlos Bolsonaro (Carluxo). Nesse cenário, o governador teria de escolher entre Carol De Toni e Esperidião Amin.

Possibilidade remota

A candidatura do Novo é improvável, já que Adriano Silva não renunciaria à prefeitura de Joinville — maior município catarinense — para se arriscar em uma disputa majoritária sem coligação.

Difícil

Há quem especule que Silva poderia atrair o MDB e o PP. Pouco provável: o Novo tem regras internas que não facilitam esse tipo de composição.

Fora dessa

Somando e subtraindo, tudo indica que, na pior ou melhor das hipóteses, o MDB ficará de fora.
O articulista arrisca: se Carlos Bolsonaro não vier para SC, o projeto poderá seguir com Carol De Toni e Esperidião Amin.
Mas, caso Carluxo transfira o domicílio eleitoral para Santa Catarina, um dos dois sobrará — com Carol disputando a reeleição ou Amin concorrendo à Câmara Federal, dependendo de quem for excluído.

 

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Prisco Paraíso
Sobre o blog/coluna
Com mais de quatro décadas de experiência no jornalismo político, Prisco já passou pelos principais veículos de comunicação de Santa Catarina. Atuou como repórter, colunista e comentarista em rádio, TV e jornais. Hoje, assina sua coluna também no AJ Notícias com análises precisas e bastidores da política catarinense.
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