
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20), a Operação Iceberg, com o objetivo de desarticular um esquema de tráfico internacional de cocaína. O grupo investigado utilizava empresas de logística como fachada para ocultar drogas em cargas de alimentos congelados, com destino à exportação a partir de portos catarinenses.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias do Portal Alexandre José no WhatsApp
Durante a ação, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, além de 10 mandados de prisão, em diversos estados, incluindo Santa Catarina (Itapoá, Garuva e Rio do Sul), Paraná (Curitiba e Paranaguá) e São Paulo (Sorocaba e Quadra). A Justiça Federal também autorizou o sequestro de veículos, imóveis e o bloqueio de contas bancárias vinculadas aos envolvidos, tanto pessoas físicas quanto jurídicas.
As investigações tiveram início em dezembro de 2022, quando foram apreendidas três grandes cargas de cocaína nos países africanos Líbia, Libéria e Serra Leoa. Em todas as ocorrências, a droga estava oculta em meio a carregamentos de frango congelado exportados pelo porto de Itapoá, em Santa Catarina. A Polícia Federal identificou que membros de uma empresa de logística alimentícia estavam por trás do esquema, ocultando os entorpecentes nas cargas com destino a outros países.
A quadrilha contava com a participação de trabalhadores especializados no carregamento de contêineres e utilizava a logística portuária para movimentar as drogas. Além disso, recrutavam funcionários de outras empresas para expandir o tráfico para portos como o de Paranaguá, no Paraná.
O núcleo financeiro do grupo operava com empresas de fachada e movimentou cerca de R$ 450 milhões entre 2022 e 2024, com pagamentos a envolvidos nos serviços ilícitos. A Polícia Federal destacou que as empresas legítimas de exportação e importação não tinham conhecimento das atividades criminosas.
O esquema causou sérios prejuízos econômicos, incluindo a suspensão de negócios com países africanos. Além disso, dois representantes de uma empresa importadora da Líbia foram presos por tráfico internacional, mas foram liberados após a Polícia Federal esclarecer os fatos à Justiça líbia.
Mín. 15° Máx. 22°