
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), registrou 2.849 ocorrências relacionadas a águas-vivas em sete dias. O levantamento compreende os dias 21 a 27 de janeiro. O litoral Sul do Estado foi o que mais registrou episódios.
Segundo o professor Charrid Resgalla Jr., da Escola Politécnica da Univali, "o Sul de Santa Catarina é menos recortado e mais exposto aos ventos, facilitando o transporte de águas-vivas para a praia. A inclinação da costa e a forma retilínea da região contribuem para os altos índices de ocorrências, diferentemente do Litoral norte, que possui uma geografia mais protegida”, esclarece.
A espécie mais comum em Santa Catarina é a Água-Viva Reloginho. Ela é quase invisível aos banhistas, o que aumenta o risco de contato. Os casos ocorrem ao longo de todo o ano, com picos no final do inverno e na primavera/verão.
A Reloginho costuma permanecer na zona de rebentação e é trazida pelo vento sul. “Quando esse vento persiste por um ou dois dias, há maior probabilidade de ocorrências com águas-vivas”, explica o professor Charid. Essa espécie possui dois ciclos de vida por ano, com duração de 4 a 6 meses.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias do Portal Alexandre José no WhatsApp
A Caravela Portuguesa também é facilmente identificável por seu flutuador azul intenso e uma vela que a auxilia no deslocamento. Embora menos comum, seu veneno é mais potente, podendo causar náuseas, vômitos e reações graves que podem exigir atendimento médico.
Ela é trazida pelo vento leste, vinda do litoral do nordeste do país. Em Santa Catarina, sua maior incidência ocorre em dezembro e janeiro, não sendo registrada ao longo de todo o ano.
Dependendo da gravidade, o guarda-vidas poderá acionar uma ambulância para atendimento médico.

"Vitória para a família catarinense"; Estado proíbe músicas consideradas impróprias nas escolas
Testes rápidos para diagnóstico da dengue chegam em SC; Blumenau ainda não recebeu equipamentos
Mín. 19° Máx. 31°