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Emerson Luis. Esporte: Mecenas

Emerson Luis. Esporte: Mecenas

13/12/2024 às 16h55 Atualizada em 13/12/2024 às 19h55
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Foto: Criciúma Esporte Clube
Foto: Criciúma Esporte Clube

Uma entrevista foi convocada logo após o rebaixamento do Criciúma.

O motivo foi a renúncia do presidente Vilmar Guedes.

Que, mesmo arrumando a casa e garantindo conquistas significativas, na ótica de alguns fanáticos, foi o principal culpado pela queda para a Série B.

Como mandatário foi campeão da Série B estadual, bicampeão catarinense da Série A, campeão da Recopa e conseguiu o acesso à elite do Campeonato Brasileiro.

Vilmar Guedes ficou dois anos e meio no cargo. Foto: Internet

O dirigente foi elegante.

Falou que estava na hora de abrir espaço para novas lideranças.

Só que em outras conversas com a mídia, revelou que vinha sofrendo ameaças e perseguições, sobretudo no estacionamento do Estádio Heriberto Hulse.

Afirmou, com toda a razão, que naquela altura da vida, aos 68 anos de idade, não precisava passar por isso.

Exercia a função voluntariamente.

Nunca precisou de salário, afinal é um empresário conceituado do ramo cerâmico.

Abriu mão da família e da empresa para ser hostilizado.

"Se tem algo que me desanima muito é a ingratidão", desabafou. 

Ex-presidente Vilmar Guedes. Foto: Internet

A coletiva em questão foi conduzida por Alexandre Farias, vice-presidente administrativo, que assumiu como presidente interino.

Além de Antônio Deoclesio Pavei e Vilmar Casagrande.

Todos homens de confiança de Vilmar Guedes e também bem resolvidos financeiramente.

Criciúma tem empresários com muita bala na agulha.

Vilmar Casagrande, Alexandre Farias e Deoclesio Pavei. Foto: Internet

Em 2021, quando essa diretoria assumiu, Anselmo Freitas, outro que abdicou da presidência, alegando problemas de saúde, emprestou ao clube R$ 1 milhão (é dono de jornal, rádios, factoring, posto de combustíveis e empresa de produtos plásticos).

Pavei (construtora) e Casagrande (advogado) colocaram outros R$ 500 mil cada.

R$ 2 milhões devidamente devolvidos.

Hoje, o Criciúma tem cerca de R$ 6 milhões em caixa.

Com Anselmo Freitas, o Tigre caiu para a segunda divisão estadual.

Mesmo assim, deixou as contas em dia e o número de sócios, na sua gestão saltou de 900 para 14 mil sócios (no momento são 18 mil).

Anselmo Freitas deixou o clube um ano e seis meses depois de assumir. Foto: Internet

Vilmar Guedes até pode continuar.

Porém, acabou de se tornar presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), onde está inserido desde 1997.

Resta saber se alguém vai tocar o barco.

Pode haver uma debandada.

Até porque todo mundo ali é muito próximo, um trouxe o outro para dentro do clube.

De qualquer maneira, o Criciúma vai se reerguer.

Está consolidado.

Têm os mecenas do sul do estado.

Gente que tem dinheiro, crédito e respeito na praça.

Vilmar Guedes está como presidente interino até o fim do ano. Foto: Internet

Usei o Criciúma mais uma vez como tema porque a cidade e o clube são referências.

Também já tivemos empresas fortes em Blumenau patrocinando o esporte.

Pessoas com grana e influência, que lideraram o processo.

Na mesma linha, como acontece em qualquer segmento.

Tudo passa por relacionamento.

Pessoal e profissional.

Jogo do BEC no Aderbal na década de 90. Foto: Internet

Mesmo sem um título na Série A (pós Olímpico e Palmeiras), vivemos momentos de protagonismo.

A falta de resultados, de apoio, as cobranças excessivas, o ciúme de homem, contudo, deram uma broxada geral.

Quem segurou a barra, ficou isolado.

Jogo do Metropolitano no estadual de 2012 no estádio do Sesi. Foto: Reprodução/Internet

Conheço algumas figuras abastadas que gostam de futebol.

Já foram, inclusive, dirigentes.

Nos bons tempos.

Só que viram muitas decisões erradas nos bastidores, se decepcionaram, não querem mais nenhuma ligação.

Ao mesmo tempo temos pessoas com um patrimônio de saltar aos olhos que simplesmente não gostam de futebol.

Apesar de investidores não vão colocar grana em uma instituição desacreditada, sem perspectivas de lucro.

Última vez que os empresários se uniram foi em 2018. Foto: Reprodução/Metropolitano

Somos o quarto município mais rico do estado, atrás de Florianópolis, Joinville e Itajaí, que lidera - Criciúma é o oitavo.

Rio do Sul que vai ter um time de volta à primeira divisão ocupa o 21º lugar.

No fim das contas, são números que não significam nada.

Vejam Ibirama, na 105ª posição no ranking.

O futebol profissional só existiu por causa de Genésio Ayres Marchetti.

Marchetti morreu em 2020, aos 82 anos, vítima de Covid. Foto: Internet

A prioridade, por ora, é a base.

Mais de 150 meninos fazem parte do "Moleques da Baixada", projeto social da Lei do Incentivo ao Esporte.

O Atlético está "abandonado".

Pelo contrário.

Não tem dívidas.

Até já virou SAF.

Vai voltar na hora certa.

O que comprova nosso estado de estagnação.

Projeto Moleques da Baixada. Foto: Clube Atlético Hermann Aichinger

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul - CBN. Atualmente é apresentador, repórter, produtor e editor de esportes do Balanço Geral da NDTV Blumenau. Na mesma emissora filiada à Record, ainda exerce a função de comentarista, no programa Clube da Bola, exibido todos os sábados, das 13h30 às 15h. Também é boleiro na Patota 5ª Tentativa.

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