
O Santa Catarina vai jogar o Estadual da Série A em Rio do Sul.
Foi beneficiado porque pelo menos mais quatro clubes enfrentariam o mesmo dilema que vinha angustiando a comunidade: o gramado.

A Chapecoense vai colocar grama sintética na Arena Condá.
O sistema atual, com 12 anos de uso, colapsou.
Vai custar R$ 6 milhões.
Poder Público e uma emenda do prefeito João Rodrigues (quando deputado federal) vão bancar a obra.

Por conta disso, a Chape vai disputar as três primeiras partidas em Xanxerê.
No Estádio Municipal Josué Annoni.
Que não atende o exigente (até então) Caderno de Encargos da Federação.
A começar pela capacidade de apenas 2.000 torcedores (pelo regulamento, a carga mínima é de 2.500 lugares sentados, se for para a final, 5.000).
O gramado teria de ser trocado (não vai precisar porque falta grama no mercado).
O único pedido é a iluminação (Prefeitura de Xanxerê e Chapecoense vão dividir a conta, que deve ficar próxima de R$ 1 milhão).

O Concórdia é outro que vai precisar melhorar seu campo de jogo.
O piso do Estádio Municipal Domingos Machado de Lima está judiado.
A FCF ordenou reparos.

O cenário no Alto Vale é de alívio.
Mas semana passada, o Santa recebeu um ultimato da federação:
Ou mexia no gramado ou não jogaria no Alfredão.

Imediatamente, na manhã da última segunda-feira (18), o que fez o prefeito?
Convocou uma reunião em seu gabinete.
Na pauta, o encaminhamento do projeto de lei solicitando recursos da devolução de sobras orçamentárias da Câmara para obras no gramado, além da pavimentação de uma rua.
Valor: R$ 1,5 milhão - o total das sobras foi de R$ 4,5 milhões.
A proposta já foi aprovada em plenário.

José Thomé afirmou na ocasião que a empresa responsável já estava licitada.
Pediu R$ 1,2 milhão.

Valor que poderia ser usado para a colocação no novo sistema de iluminação, implantação da sala do VAR, adequações em banheiros e cabines de Imprensa.
No primeiro instante, não deve se mexer nessa grana.

Afinal, clube e município ficaram de assinar um termo de responsabilidade para executar a substituição da grama logo após o campeonato - que vai começar dia 18 de janeiro e terminar dia 22 de março.
Também existe a expectativa para que a prefeitura execute o serviço nos refletores.

Claro que a motivação e a atmosfera de lá são extremamente diferentes do nosso deprimente e cinzento quadro futebolístico.
Mesmo assim, contextualizando, o que vejo em outras regiões, é mobilização, união, comprometimento e ação.

Aqui, tudo é mais devagar.
Cada interesse e prioridade em seu devido tempo.
De vez em quando alguém até consegue criar uma novidade.

A moção de apelo, do vereador Ailton de Souza (PL), foi aprovada.
10 votos favoráveis, 2 votos contrários e 1 abstenção.
Solicita que o prefeito destine parte do valor recebido da Câmara Municipal, oriundo das economias do Poder Legislativo (vide Rio do Sul), para a a recuperação, principalmente do campo e da pista de atletismo do SESI.

Devem ser repassados para o Executivo mais de R$ 20 milhões - ano passado foram R$ 23 milhões.
Alguém me disse que já estão comprometidos para pagar o 13º salário dos servidores.
Ou seja, não deve haver nenhum esforço, não deve pingar nenhum tostão, para as iminentes reformas no estádio.

Moção x Projeto de Lei.
Avaliação x Execução.
Diferenças de postura.


Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de repórter/setorista na Rádio Unisul - CBN. Atualmente é apresentador, repórter, produtor e editor de esportes do Balanço Geral da NDTV Blumenau. Na mesma emissora filiada à TV Record, ainda exerce a função de comentarista, no programa Clube da Bola, exibido todos os sábados, das 13h30 às 15h. Também é boleiro na Patota 5ª Tentativa.

Mín. 19° Máx. 24°