
Lanterna.
Um mísero gol marcado em 5 jogos.
De pênalti.
Convertido por Marco Antônio.
Contra o Atlético Tubarão.
Pior ataque.
Pior saldo.
Existe uma compensação no meio da frustrante campanha.
O time tem a segunda melhor defesa.
Três gols sofridos.
Atrás do Carlos Renaux que só foi uma vez vazado - pelo Atlético Catarinense na estreia.

Campanha de rebaixado.
1 derrota (Blumenau).
4 empates (Atlético Tubarão, Juventus, Camboriú e Guarani).
Única equipe que ainda não venceu.
Preocupante.

Neste sábado (29), o Metropolitano obrigatoriamente precisa vencer o Atlético Catarinense.
Sob pena de daqui a pouco não conseguir mais se reabilitar.
E amargar o rebaixamento.
O que seria um desastre completo para a continuidade do projeto.
Ainda mais se continuar jogando em Ibirama.
A propósito, permanece o silêncio sepulcral sobre o Sesi.
Não se preocupem.
Daqui a pouco tem eleição.
E muita gente vai demonstrar sua paixão pelo futebol.

Uma vitória pode mudar tudo.
Afinal, cinco concorrentes têm apenas 1 ponto de vantagem.
Exceção do Santa Catarina, todo mundo corre perigo.

O resultado positivo muda o astral, recupera a confiança.
Um novo empate ou até uma derrota, no entanto, deixaria o Metrô em situação delicadíssima.
Até porque a reta final será cascuda.

Vão restam apenas três partidas.
Carlos Renaux (na inauguração do campo sintético do Augusto Bauer).
Santa Catarina (Ibirama).
Caravaggio (Nova Veneza).

Pode soar contraditório.
Mas, o time melhorou.
Passou a criar mais chances.
Por conta do ritmo de jogo.
E as mexidas na escalação.
Com destaque para a permanência de Marco Antônio com a camisa 10.
Revelado no Cuiabá e com a base feita no Joinville, o meia-atacante de 21 anos, tornou o sistema tático mais versátil.
Nos últimos dois jogos (Juventus e Guarani) o Metropolitano poderia ter vencido.

O problema é que a bola (ainda chega pouco na frente) insiste em não entrar.
Geralmente quem sofre é o centroavante.
Na última partida foi Everton.

Estreante, 34 anos, veio do Petrolina PE, para ocupar a vaga, em tese, de Jonathan Perea.
O colombiano, aliás, segue vetado.
Machucou o joelho durante um treino.
O diagnóstico oficial ainda não saiu.
Não está descartada a cirurgia.

Rodrigo Cascca já tinha perdido o lateral direito Michel Tiago, que por conta da enfermidade de sua mãe, pediu desligamento.

Problemas, insegurança, pressão...
Tudo vai ter de ser superado contra o Atlético Catarinense.
Acredito na primeira vitória.

O Blumenau. por sua vez, está na 5ª colocação.
Por ora, no bloco de classificação (passam os seis melhores).
Mesmo assim, não custa lembrar, uma derrota pode deixá-lo em situação complicada.
Assim como uma vitória diante do Guarani pavimenta um caminho mais tranquilo para alcançar seu principal objetivo.

Além da falta de experiência (que custou pontos preciosos) Joaquim Nego passa por um dilema.
Quem colocar como goleiro titular.
Pedro Nagel, 21 anos, jogou as três primeira rodadas.
Na vitória de 2 x 0 sobre o Metropolitano, mal sujou o uniforme.
No empate de 2 x 2 diante do Atlético Catarinense houve falhas coletivas do sistema defensivo - em jogadas pelo alto e por baixo.
E na derrota para o Camboriú por 2 x 1, os jogadores se atrapalharam na entrada da área e o adversário abriu o placar (o arqueiro não teve culpa alguma).
Porém, no segundo gol, de cabeça, ficou pregado debaixo da trave, após levantamento na área.

Foi o suficiente para promover a estreia de João Vitor, 22 anos - que também é de Joinville.
Outro fato teve influência na opção.
Ele estava emprestado ao Hercílio Luz pelo Avaí (onde chegou a fazer parte do grupo principal ano passado).
Como segundo goleiro, não vinha tendo chances na Série D.
Queria jogar.
Pediu para sair.

Chegou com muita vontade de mostrar serviço.
Levou azar contra o Caravaggio porque enfrentou um campo pesado e um adversário inspirado.
Todavia falhou no terceiro gol, de falta, um chute fraco, defensável, no seu canto.
E no confronto com o Santa Catarina, talvez abalado por esse erro, saiu precipitadamente da meta e socou o ar, que redundou no empate (seus parceiros também foram mal no lance, ficaram olhando Gui Nascimento cabecear sozinho).
Lapso típico da falta de ritmo de jogo.

João Vitor tem uma saída mais rápida com a bola.
O que é bom para um time com jogadores leves e rápidos.
De todo modo, mesmo com a deficiência com os pés, Pedro Nagel aparenta transmitir mais segurança aos companheiros.

O treinador tem até domingo para confirmar quem será o camisa 1.
Ao mesmo tempo precisa trabalhar a maturidade do elenco.

Que mostrou contra o líder Santa Catarina que se concentrado, do início ao fim, pode alcançar, o quanto o antes, a meta traçada pelo clube: se manter na Série B.



Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de repórter/setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é apresentador, repórter, produtor e editor de esportes do Balanço Geral da NDTV Blumenau. Na mesma emissora filiada à TV Record, ainda exerce a função de comentarista, no programa Clube da Bola, exibido todos os sábados, das 13h30 às 15h. Também é boleiro na Patota 5ª Tentativa.


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