
A Prefeitura de Blumenau, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), notificou a Blumob para que retome imediatamente o transporte na cidade, sob pena de multa. Conforme o município, a Blumob foi instruída a realizar todas as medidas administrativas e jurídicas necessárias para garantir o restabelecimento completo do transporte coletivo na região.
Segundo a Prefeitura de Blumenau, "a paralisação é ilegal, irregular e desrespeitosa, que deixou cidadãos de todas as idades desamparados, sem qualquer aviso prévio conforme previsto em lei, e sem a manutenção mínima dos serviços". A Administração Municipal, ressaltou, ainda, que não há espaço para negociações com quem adota práticas prejudiciais à comunidade.
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"É importante destacar que o sistema de transporte coletivo estava operando de forma regular, com salários e benefícios em dia, sem nenhuma anormalidade que justificasse a paralisação. O que se observa é uma tentativa de desestabilização por trás de interesses políticos e sindicais, os quais não serão tolerados pela população de Blumenau", disse a prefeitura.
A Prefeitura afirma que está em contato com a Polícia Militar para garantir a segurança nos terminais durante todo o processo de retomada do serviço. Em nota, a Prefeitura diz que "Blumenau não aceitará o desrespeito de um sindicato que prejudica não apenas a empresa concessionária, mas também os colaboradores dispostos a trabalhar e toda a comunidade que depende do transporte público".
A população de Blumenau amanheceu nesta terça-feira (12) sem transporte coletivo. A paralisação, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos de Blumenau (Sindetranscol), é motivada pela falta de segurança nos terminais urbanos da cidade.
Quem chegou cedo nos terminais urbanos da cidade se deparou com motoristas e cobradores com os braços cruzados. A situação deixou os moradores preocupados e indignados, pois muitos não sabiam como chegar ao trabalho.
"Mais um dia os trabalhadores sem ônibus", disse Salete de Souza. "Agora às 4h30 da manhã, como iremos trabalhar? É uma vergonha", comentou Mari Isabel.
"Estamos todos aqui no terminal da Proeb sem saber como ir para o trabalho", disse Maria Helena, que estava esperando o ônibus no terminal.
Sem ônibus, muitos passageiros buscaram alternativas para se locomover. Alguns tentaram carona, chamaram um táxi ou usaram aplicativos de viagem, que tiveram um salto nos preços devido à alta demanda.
Em nota, a Prefeitura de Blumenau reconheceu os transtornos causados pela paralisação e informou que os corredores de ônibus estão liberados para a circulação de veículos particulares durante o período da paralisação. A administração municipal também disse que está empenhada em buscar uma solução rápida para o problema.
A Blumob, empresa responsável pelo serviço de transporte coletivo, também se manifestou por nota, lamentando a greve e afirmando que adotará as medidas judiciais cabíveis.
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