
Fosse em outras ocasiões, chegaria aqui e diria:
"É preciso acreditar".
"Enquanto houver chances, não dá para desanimar".
"A esperança é última que morre" (a mais manjada).
A conversa fiada de sempre.

Não posso iludir o torcedor.
Muito menos eu.
Não consigo imaginar o Metropolitano voltando de Palhoça classificado.
No desespero, no afã de precisar da vitória a qualquer custo, esse time pode até marcar os dois gols necessários para avançar, mas dificilmente não vai ser vazado.
Mesmo com a melhora na "cozinha", após a chegada dos reforços.

O Guarani não tem nada de excepcional.
Porém, é mais organizado e entrosado.
Tem uma proposta de jogo.
Que não abriu mão na Baixada.
Mesmo sendo "castigado" de alguma maneira no primeiro tempo.

O ideal era vencer e reverter a vantagem do adversário.
Só que o Metropolitano conseguiu tomar um gol bobo, de contra-ataque, em um cochilo de marcação no meio-campo.
Um chute fraco e defensável para Henrique, que se precipitou na saída de bola, pois a cobertura do zagueiro Matheus Reis (embora lenta) atrapalharia a finalização de um jeito ou de outro.

A propósito, Francisco Diá deve ter recebido alguma orientação da comissão técnica (ou dos gestores) para escalá-lo como titular, pois pelo que vi até agora (em campo), não consigo enxergar Luiz Henrique ou João Lucas sentando no banco para o goleiro de 24 anos.
Esse é o grupo que temos, conforme escalação abaixo.

A ausência na ida foi Marcelinho.
Em tese, o cara mais habilidoso.
Recuperado de lesão, vai voltar.
De qualquer forma, ainda não disse a que veio - como todo mundo.

Mais um ano na Série B (pelo segundo consecutivo).
Mais um ano sem calendário (o time mais uma vez não vai conseguir terminar entre os quatro primeiros colocados).
Mais um ano jogando em Ibirama (ou alguém acha que o Sesi vai estar à disposição em maio, depois da declaração do governador Jorginho Mello: “Esse assunto está com o prefeito Mário”).
Mais um ano de incertezas (em novembro tem eleição).
Mais um ano se distanciando do torcedor (muitos já abandonaram o clube).
Tudo pode mudar.
Vai lá que esse time finalmente pare de esconder o jogo e resolva estrear.

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é comentarista do Programa Alexandre José, na Rádio Clube FM 89.1, nas segundas, quartas e quintas-feiras, às 7h40. Também atua como apresentador, repórter e produtor no quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV RecordTV Blumenau. Além de boleiro na Patota 5ª Tentativa.

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