
Kelber Henrique Pereira, o homem acusado de matar a esposa, Jéssica Ballock, de 23 anos, e o filho de apenas 3 meses do casal, será julgado por um júri popular. O pronunciamento da Justiça aconteceu nesta sexta-feira (28). A partir de agora, a Justiça tem até seis meses para marcar o julgamento.
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O advogado de defesa de Kelber, Rodolfo Warmeling, informou que não vai recorrer da decisão. Ele ainda explicou que a qualificadora por asfixia foi afastada, pois o laudo cadavérico determinou que a morte de Jéssica aconteceu por "choque hemorrágico decorrente da lesão cervical por esgorjamento", ou seja, a morte foi causada pelos golpes de faca.
A defesa do réu considerou positivo o afastamento da qualificadora. "Recebemos hoje a decisão que julgou admissível a denúncia de modo a pronunciar o Kelber e submetê-lo ao julgamento perante o Tribunal do Júri. Analisando minuciosamente a decisão, entendo que conseguimos alcançar o principal objetivo, no sentido de afastar a incidência da qualificadora de asfixia. Entendo como importante, pois, de fato, não houve asfixia. Fato este, que foi corroborado com as demais provas do processo. Pretendo conversar com ele na próxima semana e verificar a necessidade de recursos perante os tribunais superiores", disse Warmeling.
Denúncia
A denúncia apresentada pela 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau aponta que Kelber cometeu dois homicídios, com as qualificadoras de meio cruel e sem possibilidade de defesa das vítimas. No caso da Jéssica, também imputado feminicídio e, no caso do bebê, o crime ainda foi qualificado por motivo torpe e praticado contra menor de 14 anos.
Relembre
A jovem Jéssica Ballock, de 23 anos, e o filho de apenas 3 meses, foram encontrados mortos no dia 25 de julho de 2022, no apartamento em que moravam, na Rua dos Caçadores, no bairro Velha, em Blumenau. Os dois foram brutalmente assassinados a facadas pelo marido e pai do bebê, Kelber Henrique Pereira.
Após o crime, Kelber fugiu com o outro filho do casal, de 2 anos, para São Paulo. O homem foi preso no dia 26 de julho, na cidade de Paulínia, no interior de São Paulo. Em um vídeo, Kelber confessou o crime.
Ele foi transferido para Blumenau no dia 5 de agosto e, desde lá, está detido no Presídio Regional de Blumenau, onde aguarda o julgamento.
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