
Nos confrontos entre Metropolitano e Guarani, nos dois próximos domingos (dia 30 em Ibirama e dia 6 em Palhoça), existe um favorito para avançar às semifinais.
E esse time é o Guarani.
O Metropolitano é o azarão.
Afinal, por mais que se venda a ideia de que teremos a partir de agora um novo campeonato, os números e, naturalmente, o desempenho apresentados por ambos, são contrastantes.

O Guarani terminou em 3º lugar.
15 pontos.
Quatro vitórias (Caravaggio, Caçador, Metropolitano, Carlos Renaux).
Três empates (Nação, Internacional, Juventus).
Uma derrota (Santa Catarina).

O Metropolitano acabou na 6ª posição.
Sete pontos.
Duas vitórias (Caçador e Caravaggio).
Um empate (Carlos Renaux).
Cinco derrotas (Santa Catarina, Guarani, Internacional, Juventus, Nação).

A única maneira da equipe blumenauense se igualar com o Guarani é na atitude e na competitividade.
Na disposição que mostrou contra o Nação, especialmente no segundo tempo.
Que precisa se transformar em imposição dentro da Baixada.
Outro artifício é a malandragem.
O grupo à disposição de Francisco Diá tem boleiros cascudos.
Que atuaram em clubes grandes, como Luis Ricardo, Paulinho Dias e Marcelinho.
Que precisam de uma vez por todas chamar a responsa.
E contar, claro, com o discernimento técnico dos demais companheiros.

O problema, comparado com o adversário, é a falta de entrosamento e consequentemente um modelo de jogo.
Me torno redundante, mas foram oito jogos disputados com três treinadores diferentes.

Já o Guarani está com Márcio Coelho desde o começo de fevereiro.
Foi o treinador do time Sub-20 no Campeonato Catarinense.
Que acabou eliminado na semifinal pelo campeão Nação, que bateu Caçador na decisão.
Existe uma espinha dorsal.
Além de jogadores que atuaram na dupla da capital e em outros clubes do estado que buscam um recomeço de carreira.

No fundo, os gestores de Curitiba devem reconhecer que a estratégia na montagem do elenco falhou.
E estão fazendo de tudo para reparar esse erro.
Tanto é que anunciaram nesta sexta-feira (28) mais quatro reforços:
Matheus Reis. Zagueiro. 25 anos. Oriundo do Tupi MG.

Guilherme Mariano. Zagueiro. 23 anos. Veio do Comercial SP.

Wagninho. Volante. 23 anos. Estava no Santa Cruz PE.

Paolo. 22 anos. Atacante. Ex-União Suzano SP.

Pela minha pesquisa, nas súmulas foram 29 contratações (oito somente nessa reta final).
Quatro baixas.
Duas dispensas (meia Emerson e o atacante Franci).
Uma rescisão em comum acordo (lateral esquerdo Alexandre de Melo).
Uma saída para o Vorskla da Ucrânia (zagueiro Tiago Santana).

Nada aconteceu por acaso.
Aqui e acolá.
O Metropolitano vai enfrentar um conceito tático e uma filosofia de trabalho, moldadas com tempo e organização.
Na hora H, isso geralmente não falha.
O acaso, a surpresa, a zebra…estão do lado de cá.

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é comentarista do Programa Alexandre José, na Rádio Clube FM 89.1, nas segundas, quartas e quintas-feiras, às 7h40. Também atua como apresentador, repórter e produtor no quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV RecordTV Blumenau. Além de boleiro na Patota 5ª Tentativa.

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