
Projetei que após as mexidas internas da semana passada (dispensa e chegada de jogadores) haveria algum tipo de reação.
Sobretudo na postura do time.
Que frustração.
O time continuou perdido.
Foi facilmente envolvido.
Seguiu sem padrão.
Sem tesão.

O Juventus, de Sílvio Criciúma, que fez 3 x 0 naturalmente dentro de Ibirama (em que pese a expulsão estabanada do estreante zagueiro Victor Caetano aos 24 minutos tenha influenciado na proposta tática), não tem nada de especial.
Entretanto tem personalidade.
Organização.
Sabe o que faz com a bola.

O Metropolitano de Luciano Dias em cinco rodadas (e o de Omar Feitosa nas duas primeiras) não mostrou um padrão básico.
Tudo foi muito mal executado.
Ligações diretas inócuas.
Toques triviais de bola para os lados.
Faltou aproximação, aceleração, transição, objetividade...
Com essa bolinha não vai chegar a lugar nenhum.
Toma "pau" no primeiro mata-mata.
Que hoje seria justamente contra o Nação, adversário do próximo domingo (23), às 15h, na Arena, em Joinville, como aponta a classificação.

Vem aí Francisco Diá.
67 anos.
Natural de Natal RN.
Com ele chegam o auxiliar técnico Romildo Freire de Lima e o analista de desempenho Felipe Santos.
Um desconhecido.
Ao menos para nós.
Afinal, tem grande bagagem.
Especialmente no futebol do Nordeste e Norte.
As exceções foram quatro trabalhos em São Paulo (Penapolense, Mogi Mirim, Grêmio Barueri e Oeste).
E um em Minas Gerais, no Pouso Alegre.

Estava sem clube desde que deixou o Botafogo PB no 1º semestre.
Foram nove jogos na Paraíba.
Cinco pelo Campeonato Estadual.
Três pela Copa do Nordeste.
E um pela Copa do Brasil.
Derrota por 2 x 1 para o Águia de Marabá PA, que redundou na sua saída.

Diá é Bicampeão Paraibano.
Campeão Maranhense.
Campeão Piauiense.
Campeão Potiguar.
Campeão Amazonense.
Campeão da Copa do Nordeste (Sampaio Corrêa/2018).

Um currículo pesado.
Como tinham Luciano Dias e Omar Feitosa.
Que na prática não serviram para nada.
Será a primeira experiência do treinador em Santa Catarina.
Nessa altura do campeonato, não significa muita coisa.
É preciso mudar conceitos, como ele mesmo falou.

O homem tem cara de brabo.
É linha dura.
Pega pesado.
Comportamento bem diferente dos antecessores.
Vai dar certo?
Vai depender do comprometimento dos jogadores.

É a última cartada.
O desânimo é tão grande, que a maioria, com o perdão da palavra, já ligou o "foda-se".
O que vier a partir de agora é lucro.


Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é comentarista do Programa Alexandre José, na Rádio Clube FM 89.1, nas segundas, quartas e quintas-feiras, às 7h40. Também atua como apresentador, repórter e produtor no quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV RecordTV Blumenau. Além de boleiro na Patota 5ª Tentativa.

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