
Uma mãe e um padrasto foram condenados pela Justiça de Santa Catarina por estuprar as duas filhas. O homem teve a sentença de 35 anos de prisão e a mulher, que sabia da situação e não fez nada para evitar, foi condenada a 22 anos. O caso aconteceu no Extremo Oeste do Estado.
Conforme consta na denúncia, os abusos aconteceram entre 2020 e fevereiro de 2021. A investigação começou quando a criança mais nova, na época com três anos de idade, foi passar alguns dias na casa do pai. Na hora do banho, a criança pediu para não lavar as partes íntimas porque tinha “dodói do tio”. O homem levou a menina ao hospital, onde os profissionais de saúde identificaram lesões que indicavam tentativa de conjunção carnal. O Conselho Tutelar, então, foi acionado.
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A vítima contou que a irmã, de seis anos de idade, também sofria os abusos. No entanto, ela hesitava em falar sobre o assunto e chorava bastante, até que conseguiu se abrir com uma tia. Os abusos aconteciam à noite, quando o homem ficava sozinho com as crianças em virtude do trabalho da mãe ou enquanto a mulher tomava banho.
As vítimas também disseram que contaram para a mãe sobre o ocorrido, mas eram agredidas fisicamente como forma de puni-las por “brigar com o tio” e ouviam dela que preferia “deixar elas do que largar ele”. A menor foi abusada por duas vezes e a mais velha, por sete vezes.
O homem responde a outro processo por estupro de vulnerável contra uma sobrinha e aguarda julgamento no Tribunal de Justiça do Paraná. As meninas e o irmão foram encaminhados para convivência com os genitores.
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