
Há pouco mais de um ano os moradores do Distrito Belchior, em Gaspar, no Vale do Itajaí, vem sofrendo com os transtornos causados pela obra da rede básica de transmissão de energia da empresa Neonergia.
Com o tráfego intenso e pesado de maquinários, as estradas sem pavimentação acabam ficando intransitáveis, deixando a comunidade, por diversas vezes, sem condições de sair de casa ou danificando o carro por atolar na lama.
A localidade da Carolina, no bairro Belchior Alto, é a mais afetada. As ruas Antônio Schmitz, Luiz Roweder, Emílio Roweder, Guilherme Manke, Alfredo Otto e Otto Havenstein, ficaram irreconhecíveis segundo os moradores. Além delas, vias como a Vidal Flávio Dias, Felipe Lanser, André Schmitt e Antônio Pamplona também foram prejudicadas.
Indignados, nas redes socias os moradores se manifestaram. Uma moradora afirmou que "quase caiu de moto", outra disse que o filho "não conseguiu ir para a escola" e um terceiro comenta que "não é mais uma rua para carros, mas sim jipes".
Veja o vídeo de uma das vias:
Segundo o superintendente da Superintendência do Belchior, Anderson Reinert, embora a prefeitura faça a manutenção regular da via, com o aumento do fluxo dos caminhões da empresa que executa a obra, a Tabocas, a manutenção acaba tendo prazo curto.
"Temos cronograma para consertar as ruas, especialmente após dias de chuva, mas com a vinda da obra, isso se tornou frequente. Chegamos a colocar patrola e macadame, por exemplo, semanalmente nas ruas. Onde fica a responsabilidade da empresa? Eles só ajeitam a rua quando eles mesmos não conseguem usar", comenta.
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Conforme explica o superintendente de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Leonardo David Lourenço, a concessão da implantação foi feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "O licenciamento ambiental é feito pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado. O município tem feito o que está ao alcance, mas não foi dada a liberação da obra pelo município", explica.
Ação do município
Na manhã desta quarta-feira (28), a Prefeitura de Gaspar, por meio dos setores de Meio Ambiente, Fiscalização e Diretoria de Trânsito, realizaram uma ação em conjunto com moradores para cobrar a contrapartida da empresa responsável pela obra, nas manutenções das vias.
Segundo o município a empresa foi notificada e autuada. Eles tem prazo de 48h para realizar a manutenção das dez vias afetadas, além de dez dias para limpar uma parte do galpão utilizado para serviço, localizado na Rua Antônio Schmitz. Os fiscais encontraram no local diversos pneus com água, onde pode haver proliferação de mosquitos, especialmente Aedes Aegypti, transmissor da Dengue. Além disso, três veículos da empresa também receberam multa.
Ainda, segundo o secretário de Planejamento, Carlos Bornhausen, todas as medidas cabíveis foram tomadas pelo município. “Nós, enquanto prefeitura, fizemos tudo dentro das possibilidades previstas pela legislação, uma vez que os serviços são contratados pelo Governo Federal. Valorizamos os serviços prestados em nossa cidade, porém, é fundamental assegurar a qualidade desses serviços e buscar a minimização dos impactos negativos na comunidade. Estamos empenhados em acompanhar de perto essa situação", comenta.


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