
Minha mulher e meus dois filhos sabem o esforço que faço quando estou em casa para acompanhar tudo que envolve o esporte.
Quase tudo.
Até porque não dá tempo de ver todos os jogos.
Também não abro mão das horas de lazer.

Fiz isso muitas vezes.
Troquei o convívio e o afeto por uma televisão ou celular.
Por informação e conhecimento.
Intocado, isolado.
No quarto. Na sala.

Na estreia do Metropolitano, estava voltando de um evento de jornalismo do Grupo ND em Florianópolis.
Acompanhei o jogo contra o Santa Catarina no micro-ônibus.
Pelo Youtube da Federação Catarinense de Futebol.
Por conta da oscilação do sinal da internet, não consegui ver os 90 minutos.
Mas foi o suficiente para detectar a superioridade técnica e tática do adversário de Rio do Sul.
Mesmo assim, enxerguei qualidade individual no time blumenauense.

No 4 x 0 natural sobre o frágil Caçador, admito que só vi os gols.
Curti o aniversário do meu mano Jeferson.
Regado a cerveja, costela, música e gargalhadas.

Diante do Carlos Renaux, daí sim, deixei tudo de lado.
Criei uma boa expectativa pela estreia do técnico Luciano Dias (mesmo sabendo que conseguiu realizar apenas um treino coletivo na semana da partida).
Destaque para o sistema defensivo.
Pois o meio-campo não criou, não aproximou, ficou espaçado.
Bem como o ataque que não produziu quase nada.
Não deu sequer um susto no rival.
A bola chegou pouco, é verdade.
Mesmo assim, poderia ser mais incisivo.

Não tenho dúvida de que a equipe vai se classificar - dificilmente Caçador vai escapar do rebaixamento.
Mesmo assim será uma aflição.
Pensamento que parece não ser o mesmo do departamento de Futebol.
Tanto é que o grupo segue valorizado.
Com a confiança dos homens de Curitiba PR.
Por ora, ninguém chega e ninguém sai.
Ao menos até o fim da primeira fase.

O Metrô terá ainda mais 5 jogos pela frente, como aponta a tabela.
A começar pelo Guarani, neste sábado (24), às 15h, em Palhoça.
Oponente chato. Encaixado.
Previsão de confronto duro no Renato Silveira.

Existe motivo para preocupação.
Quatro jogadores estão pendurados com dois cartões amarelos.
Três titulares.
O zagueiro Tiago Santana.
O volante Moisés.
E o meia-atacante Paulinho Dias.
Além do volante Júlio.

Espero estar errado.
O que é absolutamente normal.
Quem vive o dia-a-dia, quem mexe com negócios, quem jogou tem muito mais conhecimento e capacidade de fazer projeções.
Me agarro na experiência de quase 33 anos de labuta.
Tempo suficiente para não criar ilusões.

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é comentarista do Programa Alexandre José, na Rádio Clube FM 89.1, nas segundas, quartas e quintas-feiras, às 7h40. Também atua como apresentador, repórter e produtor no quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV RecordTV Blumenau. Além de boleiro na Patota 5ª Tentativa.

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