
Escrevo sobre o tema porque tive com Omar Feitosa um contato inicial bem bacana.
Foram cerca de 10 minutos antes da entrevista que fizemos no Balanço Geral da NDTV RecordTV.
Mas confesso que senti, mesmo no pouco tempo de resenha, algumas inseguranças no treinador.
Tanto é que, desconfiado, fui mais a fundo sobre sua curta história como treinador, de fato.
Pois como auxiliar e diretor trabalhou em grandes clubes.

O que chamou a atenção foi a rotatividade.
O Metropolitano passava a ser, em menos de cinco meses, seu terceiro clube no ano - cinco em toda a carreira.
Antes foram Iporá GO e Londrina PR.
Seus trabalhos duravam, em média, quatro jogos.
Abordei o tema aqui na coluna.

No Metrô ele superou essa marca.
Ficou apenas duas partidas.
Após a goleada de 4 x 0 sobre o Caçador, foi cobrado para estar mais tempo com o elenco.
Até porque na semana do jogo em Ibirama não deu um treino sequer.
Seu auxiliar Rodrigo Pozzi conduziu as atividades.
Omar não gostou do tom.
Optou por continuar fazendo o curso na CBF.
Pozzi também saiu.

O primeiro encontro com Luciano Dias também foi bem agradável.
Porém, senti um profissional bem mais confiante e preparado.
Muito por conta da sua história como treinador e ex-jogador de camisas pesadas.

Como a do Grêmio.
Onde começou a jogar.
No Olímpico conquistou a Libertadores.
A Recopa Sul-Americana.
Foi bicampeão da Copa do Brasil.
Tetracampeão gaúcho.

No Corinthians ganhou o Campeonato Brasileiro.

Currículo faz diferença.
Boleiro respeita uma biografia vencedora.

Luciano Dias rodou bastante como treinador, é verdade.
O Metrô será seu 23º clube - 16 paulistas.
Seu início foi em 2004 no Votuporanga SP.
Já dirigiu aqui no estado o Barra de Balneário Camboriú em 2017 - foram só quatro partidas.
No entanto já comandou equipes que estão na Série A do futebol brasileiro.
Como o Bragantino em 2011 (13 jogos).

E o Cuiabá em 2014 (21 jogos).
Lá foi campeão mato-grossense no mesmo ano.
Foi ainda coordenador técnico de Grêmio e Guarani de Campinas.
Este ano fez parte da comissão técnica de Fernando Lázaro no Corinthians.

O homem tem estrela.
Levou o Votuporanga para a Série A3.
Subiu o Guarani para a Série B do Campeonato Brasileiro - 10 anos depois como superintendente de Futebol foi campeão da Série A2.
Foi campeão da mesma segunda divisão com o São Bernardo.
Repetiu o feito no Santo André.
Conquistou ainda o acesso para a elite do futebol paulista por Rio Preto, Botafogo e Noroeste.

No entanto não dá para exigir muita coisa nesse momento.
Ainda mais depois de uma semana chuvosa.
Mesmo assim, o profissional orientou treinamentos na Altona com campo reduzido.
E somente nesta sexta-feira (16) à tarde, promoveu, de fato, uma movimentação completa, com um coletivo no Atlético Itoupava.

Se o time apresentar contra o Carlos Renaux, domingo (18), às 15h, no Augusto Bauer, uma postura mais organizada e agressiva, já será um bom sinal.
Se vencer, melhor ainda.
Dias precisa ver o time jogar para detectar suas virtudes e defeitos.
A ideia do departamento de Futebol é terminar na melhor posição possível.
Por ora, não fazer mudanças no elenco, avaliá-lo criteriosamente até o fim da primeira etapa, para então entrar no mata-mata com tudo.

Focado, fortalecido, unido.
Para não cometer os mesmos erros do passado.

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é comentarista do Programa Alexandre José, na Rádio Clube FM 89.1, nas segundas, quartas e quintas-feiras, às 7h50. Também atua como apresentador, repórter e produtor no quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV RecordTV Blumenau. Além de boleiro na Patota 5ª Tentativa.

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