
Por Luiz Guilherme Hostert Pereira
Após finalizar grandes sucessos como “Succession” e “Barry”, “The Idol” foi a nova grade aposta da HBO para expandir seu catálogo crescente de séries com grande aprovação de público e crítica, muitas as quais tornaram-se marcos da cultura pop recente.
É evidente que a empresa não poupou gastos com sua nova produção, contratando Sam Levinson, criador de um dos maiores hits da televisão dos últimos anos, “Euphoria”, também da HBO, para escrever e dirigir “The Idol”, contando também com um elenco conhecido que inclui a estrela da música “The Weeknd”, a jovem atriz e modelo Lily-Rose Depp e com participações especiais que incluem o cantor Troye Sivan, a estrela do K-pop e integrante do Blackpink Jennie Kim e a atriz Alexa Demie.
Talvez um indicativo do que a série se tornaria é o fato de que o elenco, apesar de muito reconhecido, não possui nenhum grande nome do mundo da atuação em si, e sim estrelas pop e influenciadores que provavelmente foram pensados para trazer maior antecipação para o projeto.
E do que se trata “The Idol”? A trama acompanha uma estrela pop interpretada por Lily-Rose Depp que acaba se envolvendo com um homem misterioso - o personagem de The Weeknd - que a convence a passar por uma “mudança de imagem” em sua carreira. O roteiro busca explorar temas de cultismo, estrelato, e o abuso de jovens mulheres na indústria da música.
Apesar de uma história intrigante, semanas antes do lançamento da série, muitos olhares já estavam levantados com pessimismo. Isso porque, a revista Rolling Stone publicou um artigo expondo os métodos controversos de direção e roteirização de Sam Levinson, e descrevendo futuras cenas.

Com a estreia do primeiro episódio na última semana, o alarmismo do público se intensificou, isso porque além de conter atuações fracas de grande parte do elenco, “The Idol” foi apontada como uma obra de extremo mau gosto e exploratória. Levinson sexualiza sua protagonista em um nível quase pornográfico, e chocante mesmo para os padrões da HBO. Aliás, esta sexualização frequente é o foco principal da série, com todos os temas interessantes previamente prometidos caindo como batidos e superficiais.
Com o roteiro e atuações sendo ridicularizados nas redes sociais e a produção falhando em atingir o grande público, “The Idol” obteve somente 913 mil expectadores em sua estreia no domingo, o que é péssimo para os padrões da empresa ainda mais levando em conta toda a publicidade, dinheiro investido e nomes famosos envolvidos na produção. E a falta de instigação da audiência indica que esses números vão cair ainda mais.
Por Luiz Guilherme Hostert Pereira
Audiência pública em Rio do Sul vai discutir situação das barragens do Alto Vale
Homem embriagado quebra máquina de lavar e dá soco na companheira em Indaial
Mín. 16° Máx. 24°