
A mãe de uma menina de quatro anos relatou que a filha foi liberada da creche em que estuda, em Balneário Camboriú, sem a presença de um responsável no local. A mulher encontrou a criança sozinha, chorando, a mais de 100 metros de distância da escola. O caso aconteceu na última quinta-feira (11).
A mãe da menina usou as redes sociais para registrar sua indignação com o ocorrido. Ela afirma que foi até a escola para saber o que aconteceu, e que não souberam informar como a criança saiu da escola.
“A guarda e a funcionária alegam que não viram ela sair. Fiz B.O na Delegacia e tô sem saber como uma criança de 4 anos sai da escola fica em via pública em perigo total”, afirma a mãe.
A menina estava bem, apesar de muito assustada e chorando. A mãe registrou o caso na delegacia. A diretora da unidade, que foi exonerada, deu a versão dela sobre o que aconteceu.
De acordo com ela, a administradora entregou o controle do portão para a guarda, enquanto a estagiária buscava as crianças em sala para entregar aos responsáveis na saída.
“Segundo a estagiária, a suposta irmã da aluna chegou e pediu pra chamar, quando a criança chegou ao posto, acredito que a guarda abriu para ela sair e ela foi, só que a irmã não estava esperando, pois a estagiária confundiu a pessoa”, conta a diretora.
Alguns minutos depois, a verdadeira mãe da criança chegava para buscar a filha, a 300 metros da creche a irmã, que estava no carro com a mãe, avistou a criança na calçada, sozinha e chorando.
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O que diz a Secretaria de Educação
O secretário de Educação de Balneário Camboriú, Marcelo Achutti, relatou que ficou sabendo do ocorrido na sexta-feira (12), e imediatamente foi conversar com a gestora da unidade, para entender por qual motivo a criança teria sido liberada sem os pais.
De acordo com o secretário, duas crianças teriam sido entregues, juntas, no portão. O entendimento naquele momento era de que as duas crianças seriam da mesma família, e por isso foram entregues de maneira conjunta.
Contudo, a menina de quatro anos foi encontrada sozinha, a cerca de 300m do local da escola, pela própria mãe e pela irmã mais velha, de 13 anos.
A gestora da unidade educacional foi exonerada e outra profissional, responsável pelo portão de saída e admitida em caráter temporário, foi demitida.
Marcelo afirma que esta ação jamais poderia ocorrer, e foi um fato isolado. Segundo ele, a secretaria conversou com os pais da crianças, pediu desculpas pelo ocorrido e prestou o apoio necessário.
A creche também contava com duas saídas, e passou a operar somente com um saída, esta com portão automático, para garantir mais segurança às crianças e controle por parte da equipe. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.
Via ND+, parceira do Portal Alexandre José.
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