
As entidades empresariais de Blumenau se posicionaram contrárias ao projeto de lei proposto pela Mesa Diretora da Câmara de Vereadores da cidade, que prevê a criação de 15 novos cargos comissionados. Cada vereador teria direito a um cargo de coordenador político, responsável por acompanhar audiências e reuniões, elaborar a agenda, controlar as despesas do gabinete, encaminhar documentos e dar acompanhamento às indicações e requerimentos dos parlamentares.
O impacto financeiro da medida é superior a R$ 1,5 milhão por ano, entre salários e encargos. As entidades empresariais, incluindo a Associação Empresarial de Blumenau (ACIB), OAB-Blumenau, Intersindical Patronal Blumenau e Região, Sociedade Maçônica Regional (Somar), Associação de Micro e Pequenas Empresas de Blumenau (Ampe) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Blumenau, afirmam que, por ser uma medida onde há um consumo considerável do dinheiro público, ela no mínimo, deveria ser amplamente debatida com a sociedade civil organizada.
O presidente da Câmara de Vereadores, Almir Vieira (PP), foi recebido pela ACIB no dia 10 de abril para uma reunião na qual havia oportunidade de debate sobre o assunto, mas o mesmo não foi abordado. O parlamentar comentou sobre a reforma administrativa que implantou na Casa cobrando relatório de produtividade dos servidores, o que deixa as entidades empresariais reticentes sobre a necessidade deste projeto de lei.
A matéria, que atualmente aguarda votação da Comissão de Constituição e Justiça, pode ser vetada. As entidades empresariais afirmam estar abertas ao debate claro sobre as medidas que impactam fortemente a comunidade.
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