Após quase duas semana do ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, que vitimou quatro crianças e, a partir disso, modificou a rotina de todas as escolas e unidades de ensino da região, a Prefeitura de Gaspar divulgou um apanhado de todas as ações que já colocou em prática até o momento.
Conforme a prefeitura, já na semana do dia 5 de abril iniciaram os trabalhos de reforço de protocolo de segurança, patrulhamento policial e melhoria no cercamento das escolas. A aquisição de mais equipamentos de segurança também já foram encaminhadas e nos próximos dias todas as escolas e CDI’s do município devem receber os sistemas. Além disso, nesta terça-feira (18) iniciou a implantação de concertina, que são cercas de arame com lâminas cortantes.
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O prefeito do município, Kleber Wan-Dall, reforça que a equipe técnica trabalha nas melhorias conforme a especificidade de cada unidade. “Estamos fazendo diagnósticos e verificando o que cada escola ou CDI precisa de melhorias e quais as medidas que podem ser implementadas de acordo com as estruturas individuais”, explica.
Projetos de segurança
Além disso, a Câmara de Vereadores de Gaspar inicia a votação dos projetos que preveem a criação do Comitê de Segurança Escolar e um convênio com a Polícia Militar para reforçar o patrulhamento e realizar o treinamento da comunidade escolar. O grupo multidisciplinar que trabalha as ações de atendimento emocional também já trabalha no planejamento. Nesta quinta-feira (20 iniciam os trabalhos coletivos para junto aos profissionais da educação.
O processo de compras para aquisição de kits de segurança eletrônica com câmeras de segurança, botão de pânico, alarmes e vigilante que realiza patrulhamento duas vezes ao dia em cada unidade já teve início. As câmeras transmitem as imagens para a empresa de segurança e para a Polícia Militar. Esses equipamentos têm o prazo de implantação de cerca de 15 dias.
A Prefeitura de Gaspar também encaminhou uma licitação para aquisição de outros equipamentos como cercas, grades, cerca elétrica, sensor de barreira, trava elétrica, entre outros. Todas as intervenções executadas até o momento foram realizadas com recursos e materiais já previstos.
O que já foi feito:
- revisão imediata dos protocolos de segurança já existentes nas unidades
- reforço no controle de entrada e saída de pessoas das unidades
- reforço nas rondas/patrulhamento com efetivo da PM, Defesa Civil e Agentes de Trânsito
- pedido de apoio do governo do estado para convênio de policiais aposentados
- pedido de apoio ao exército (23ºBI)
- manutenção imediata no cercamento de unidades mais vulneráveis
- criação do Comitê de Segurança Escolar (encaminhado para Câmara)
- convênio com a Polícia Militar para reforço do patrulhamento e implantação de protocolo de atendimento de ocorrências de Terrorismo Doméstico com Múltiplas Vítimas
- criação de uma equipe multidisciplinar e plano de trabalho para atender crianças e adolescentes vulneráveis (com transtornos, que sofrem bullying, com traços violentos) e possíveis ameaças
Em andamento:
- estudo para contratação de vigilância armada e não armada (identificação de mão de obra qualificada e disponível)
- encaminhado processo de compra para implantação de cercas e arame farpado
- encaminhado processo de compra para implantação de mais sistemas de monitoramento eletrônico com câmeras, cercamento eletrônico, botão do pânico
- criação do plano de operação padrão prevendo treinamento de profissionais da educação e estudantes para situações de pânico
- mobilização de equipe e plano de trabalho para atendimento de apoio emocional aos profissionais da educação
Medidas realizadas de acordo com a unidade:
- aumento da altura das cercas;
- substituição de muros por grades, seguindo o padrão internacional de segurança e a orientação das forças de segurança;
- concertina (arame farpado)
- acesso duplo (dois portoes de acesso e duas cercas onde for possível)
- O que os pais podem fazer:
- não levar os filhos antes da abertura dos portoes ou buscar depois do horario limite
- vistoriar a mochila e os pertences antes de ir para a escola
- monitorar o acesso a redes, internet, grupos de whatsapp
- conversar com a criança ou adolescente para saber como está se sentindo e se percebeu algo fora do comum
- informar a direção da escola em caso de comportamento agressivo, bullying ou informações relevantes
- não filmar e divulgar as estruturas da escolas, uniformes ou horários da criança
- denunciar casos suspeitos
O que a comunidade em geral pode fazer:
- não compartilhar notícias falsas
- sempre confirmar qualquer informação junto aos órgãos oficiais
- não filmar e divulgar as estruturas da escolas, uniformes ou horários da criança
- denunciar casos suspeitos junto às autoridades competentes
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