
O Tribunal do Júri da Comarca de Joinville condenou quinta-feira (13), Cristiano João Mierro, por tentativa de homicídio duplamente qualificado, feminicídio e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de crimes conexos de estupro e resistência. Ele foi sentenciado a 40 anos de prisão em regime fechado.
A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) aponta que no dia 2 de fevereiro de 2022, próximo das 22h, o réu invadiu a residência da vítima no bairro Comasa, em Joinville, quando ela estava sozinha e cuidando dos filhos, na época com seis e dois anos de idade.
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Dentro da casa, no cômodo onde estava, e, na frente dos filhos, ela foi agredida com socos, pontapés e golpes de faca, além de ter sido estuprada. Diante de toda a situação, o condenado só não conseguiu matar a vítima, porque ela gritou por socorro. Com os gritos, os vizinhos acionaram a Polícia Militar (PM).
De acordo com informações divulgadas na época do crime, o condenado não conhecia ou tinha qualquer relação com a vítima. Ele era usuário de drogas, estaria em um surto e invadiu a casa da vítima achando que estava agredindo a ex-mulher.
Prisão
Quando a PM chegou ao local e abordou Cristiano, ele resistiu. Ao tentar realizar a prisão em flagrante do réu, o condenado se alterou e ameaçou os agentes. Ele disse que os policiais morreriam se entrassem no local. Conforme descreve a ação penal pública, "o réu investiu de forma violenta contra a guarnição, sendo necessário o uso de uma espingarda com elastômero e spray de pimenta para imobilizar o agressor".
Da decisão cabe recurso, mas foi negado o direito de recorrer em liberdade.
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