
Manipulação de resultados.
Em três jogos.
Da última rodada da Série B do Campeonato Brasileiro ano passado.
O assunto da semana.
Repercussão nacional e internacional.
Por conta da ação do Ministério Público de Goiás.
Os detalhes podem ser vistos na matéria abaixo exibida na última terça-feira (14) no Jornal da Record.
https://www.youtube.com/watch?v=lywKqrVmIXM
Fiz uma pesquisa rápida.
Encontrei ligações e indícios em dezenas de campeonatos estaduais.
Tem rolo em tudo quanto é canto.
Como no Ceará.
Também uso material de um programa da Rede Record para destacar o tema.
https://www.youtube.com/watch?v=lE53OpUseig
Também deu treta no Amazonense.
https://www.youtube.com/watch?v=l_4WKk2WOFE
O escândalo tem dimensões mundiais.
Como mostra essa reportagem de 2013.
https://www.youtube.com/watch?v=WUC-ekYes7I
Eu mesmo produzi em 2019 um VT especial falando sobre a fraude.
O alvo era o Blumenau Esporte Clube.
https://www.youtube.com/watch?v=LmH0gTq4Qcc
Por coincidência, duas semanas antes de estourar a "bomba" no noticiário, ouvi de gente ligada ao Clube Atlético Metropolitano, que a partida contra o Atlético Catarinense, que valia vaga para a semifinal da Série B, foi arranjada.
Quatro jogadores do time blumenauense teriam participado do esquema para beneficiar o adversário de São José.
Que acabou garantindo o acesso junto com o Criciúma.
Em Palhoça, em 6 de agosto, o Metropolitano venceu por 2 x 1.
Lá já houve desconfiança com algumas atitudes.
Dentro e fora de campo.
Os gols do jogo de ida estão aqui.
https://www.youtube.com/watch?v=_XbMdl04qbg
Na volta, em Ibirama, em 13 de agosto, o Metrô se classificaria, mesmo derrotado por um gol de diferença.
Tomou dois.
E vergonhosamente foi eliminado.
Foi uma despedida melancólica diante de 313 "testemunhas".
Que em tese, além da apatia da equipe, não notaram nada de anormal.
No segundo gol, por exemplo, o jogador do Atlético sobe tranquilamente no meio de cinco marcadores, que apenas assistem a conclusão de cabeça.
Pode ter sido só um erro trivial do jogo.
Um vacilo coletivo...
Vai saber.
https://www.youtube.com/watch?v=meCHlRFUrLw
Nenhuma atitude foi tomada.
Simplesmente porque provar que alguém participou do conchavo é difícil.
Sabe-se que o nome dos atletas circulou nos bastidores.
A Federação deve ter uma lista de suspeitos.
Que acabam geralmente se "queimando" no mercado.
Clube sério não contrata mais.
Blumenau e Metropolitano no Sesi em 2018. Foto: Júlia Galvão[/caption] Nos tempos do BEC não foi diferente.
O burburinho era forte.
Só que ninguém foi processado.
No entanto, sei de jogador que foi obrigado a abandonar a carreira profissional, porque não conseguiu mais ser contratado.
Ao menos aqui no estado.
Gaeco em batida essa semana em Goiânia. Foto: Reprodução/Internet[/caption] As perdições existem em todas as profissões.
Agora cair em tentação vai do caráter de cada um.
Também existe a necessidade, o desespero, principalmente quem é pai, quem paga pensão.
Não justifica.
Mas é compreensível.
Jogadores são seduzidos pelo valor pago pelos apostadores. Arte: Reprodução/Internet[/caption]
Até porque tem jogador por esse brasilzão afora que sequer recebe um salário mínimo por mês.
Quando recebem.
Porque os atrasos são frequentes.
Aí aparece a proposta para ganhar R$ 15 mil em 90 minutos.
O cara balança.
Como resistir a esse tipo de assédio?
Manipulação de resultados atinge o futebol mundial. Arte: SBT[/caption] Todos são suspeitos.
Diretores, jogadores, treinadores, árbitros...
Até a Imprensa que por vezes é conivente.
[caption id="attachment_4370002" align="aligncenter" width="646"]
Milhares de jogadores são assediados no dia a dia. Foto: Reprodução/Internet[/caption] Como alguns profissionais não compactuam com a safadeza, notícias assim de vez em quando ganham eco.
Por uma ou duas semanas.
Depois caem no esquecimento.
E vida que segue.
[caption id="attachment_4369998" align="alignnone" width="687"]
Site de apostas movimentam muito dinheiro. Arte: Reprodução/Internet[/caption]

Emerson Luis é jornalista. Se formou no IBES/Sociesc em 2009. Trabalha com comunicação esportiva desde 1990 quando começou sua carreira no rádio de Blumenau. Atualmente é comentarista esportivo do Programa Alexandre José na Rádio Clube FM 89.1. Repórter e apresentador de esportes do programa Balanço Geral da NDTV/Record TV. E boleiro da Patota 5ª Tentativa.

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