
Começou nesta terça-feira (17), em Gaspar o julgamento de oito acusados de um homicídio qualificado, praticado na madrugada do dia 29 de janeiro de 2020, no bairro Óleo Grande. O julgamento, iniciado em dezembro do ano passado, foi reagendado para esta data após uma jurada passar mal e ser encaminhada ao hospital.
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De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), oito réus, entre eles duas filhas da vítima, foram os responsáveis pela morte do homem de 51 anos. Após invadirem a casa e obrigarem a vítima a se deitar de bruços no chão do próprio quarto, desferindo-lhe inúmeros golpes e chutes, um dos réus efetuou quatro disparos de arma de fogo a curta distância na cabeça da vítima.
Os denunciados chegaram a simular que havia ocorrido um assalto na residência. Segundo a denúncia, cômodos da casa foram revirados, como se tivessem buscado por pertences de valor na residência, e dali subtraíram para si o celular da vítima e outros pequenos objetos.
Os réus serão julgados por homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe – as filhas motivados por sentimento de vingança, devido ao fato de supostamente terem sido abusadas sexualmente pelo genitor e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima -, crime praticado durante o repouso noturno; elevada quantidade numérica e disparos de arma de fogo - e crime conexo de furto qualificado.
A juíza Griselda Rezende de Matos Muniz Capellaro, titular da Vara Criminal de Gaspar, presidirá a primeira sessão do ano, que tem previsão para encerrar na próxima quinta-feira (19).
Além do interrogatório dos oito réus, 29 testemunhas serão ouvidas. Durante todo o período da sessão, os jurados ficarão incomunicáveis para garantir o sigilo do voto. Os oito réus estão presos preventivamente e o processo tramita sob sigilo.
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