
O Acidente Vascular Cerebral, o AVC, quase dobrou entre pessoas abaixo de 50 anos no período da pandemia da Covid-19. Os dados são da Organização Mundial de AVC e mostram que a taxa de pessoas mais jovens acometidas pela doença passou de 10% para 18%, no fim de 2022.
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Nas últimas três décadas, o AVC liderou as causas de mortes no Brasil, mas após a criação de um programa nacional de enfrentamento da doença em 2011, passou para o segundo lugar. Em 2022, porém, voltou à liderança.
Segundo médico neurologista de Blumenau, Guilherme Mendonça, a Covid-19 e o AVC podem ter ligação. Conforme ele explica, isso acontece em decorrência da resposta inflamatória e do efeito direto do vírus nas células endoteliais, com redução da expressão de receptores ECA-2, ativação de plaquetas, hipercoagulabilidade e efeitos como apoptose celular, que é a morte de células saudáveis.
É possível observar alguns sinais que a pessoa pode ter quando está sofrendo um AVC, como, por exemplo, dificuldade para se expressar ou compreender, assimetria de face, principalmente a boca. Além disso, diminuição de força em membros superior e inferior de um lado do corpo e alteração do nível de consciência de forma repentina.
Mendonça ainda explica que exercício físico regular, alimentação equilibrada e balanceada, sono profundo em dia são alguns dos itens para prevenir o acidente, que hoje, não tem mais idade para acontecer. Ele ainda ressalta a importância de fazer check up regular com o um médico.
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