
Quem passa pela BR-470 conhece bem os problemas da rodovia federal. Trânsito lento, má sinalização, obras inacabadas e claro que buracos que se espalham por vários pontos da pista.
O motorista, Otoniel Barcelos, saiu de Blumenau na quarta às 05h30min, rumo a cidade de Pouso Redondo, no Alto Vale. Mas, para chegar até lá foi um verdadeiro teste de paciência.
"A BR-470 está um caos! Está tudo parado, estou vindo de Indaial com fila, serra de Ibirama também, a BR-470 está intransitável'', disse.
Pelo trajeto de 128 km ele pegou vários pontos de congestionamentos e demorou mais de 8 horas para chegar até a cidade de Pouso Redondo, no Alto Vale. Em condições normais, a viagem levaria pouco mais de 02h30min.
Desde a última segunda-feira (28), a BR-470 foi utilizada como rota alternativa pelos motoristas que precisavam ir para o Paraná ou vir para Santa Catarina, por conta do deslizamento que aconteceu no km 669 e deixou duas pessoas mortas. Apesar do trecho ter sido liberado nesta quarta-feira (7), a rodovia federal que corta o Vale do Itajaí ainda sente os reflexos do problema do estado vizinho.
A rodovia federal é uma das principais ligações do estado de Santa Catarina. Por ela, passa grande parte do escoamento da produção agrícola e industrial, da região serrana, do oeste e meio-oeste catarinense em direção aos portos.
Segundo um estudo feito pela Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística (Fetrancesc) passam pela BR mais de 35 mil veículos por dia, sendo que 20% deles são de carga.
Reportagem de Maurício Cattani
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