
"Pai, o Brasil pode ser hexa"?
Pode.
Foi a resposta sucinta que dei para minha filha de 9 anos quando fizemos 2 x 0 logo de cara.
Taysa está empolgada com a Copa.
Queria carregar seu otimismo natural.
Que melhorou bastante depois desta segunda-feira (5).

A Coreia do Sul não é parâmetro.
Só que a seleção fez por onde.
Confirmou o que se espera de um favorito.
Venceu com propriedade.
Mostrou imposição.
Tornou o jogo fácil por conta da sua intensidade.
Em 35 minutos fez 4 x 0 (Vinícius Júnior, Neymar de pênalti, Richarlison e Lucas Paquetá).
Tudo coincidiu com a volta de Neymar.
Que mesmo ainda sem o ritmo ideal de jogo mostrou que é imprescindível.
O time ganha personalidade e confiança com sua presença.

O Brasil sofreu um gol na etapa final quando passou a administrar o resultado.
Deu uma relaxada natural.
Méritos para o coreano que acertou um belo chute e superou Alisson.
Que quando exigido, mostrou-se eficiente, pois trabalhou bastante.
Foram 11 finalizações contra sua meta.
Isso de alguma maneira, preocupa.
Ninguém consegue ser linear o tempo todo.
Todavia, não dá para perder o foco contra um rival pesado.
Que ainda não enfrentamos nesse Mundial.

Todas as seleções que chegaram até aqui têm suas virtudes e defeitos.
Taticamente ainda vejo alguns concorrentes mais ajustados.
A Espanha, por exemplo.
Que terá, em tese, o confronto menos complicado.
Tem tudo para superar Marrocos nesta terça-feira (6), às 12h.
Portugal deve ter trabalho contra a Suíça, às 16h.
Porém, tem mais condições de avançar.
Já pelas quartas de final, França e Inglaterra vão "se matar" sábado (10), às 16h.
E a Argentina, que podemos pegar na semifinal, terá um duelo encardido contra a Holanda sexta-feira (9), no mesmo horário.

Ainda na sexta-feira (9), mais cedo, às 12h, o Brasil tem pela frente a Croácia.
Que após empatar em 1 x 1 no tempo normal e 0 x 0 na prorrogação, venceu o Japão nos pênaltis por 3 x 1.
Somos mais time.
Temos mais repertório.
Será um interessante teste para a semifinal.


Emerson Luis é jornalista. Se formou no IBES/Sociesc em 2009. Trabalha com comunicação esportiva desde 1990 quando começou sua carreira no rádio de Blumenau. Atualmente é comentarista esportivo do Programa Alexandre José na Rádio Clube FM. E repórter e apresentador de esportes do programa Balanço Geral da NDTV/Record TV.

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