
Um homem e uma mulher foram condenados na última quinta-feira (4) por envolvimento na morte do empresário Luiz Cavazzotto, crime registrado em janeiro de 2020 em Balneário Camboriú. Juntas, as penas superam os 20 anos de prisão.
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João Adilson de Souza Mendes foi condenado a 20 anos e 5 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e adulteração de sinalização de veículo automotor. Já Michele Cardoso Garcias foi sentenciada a 8 anos de prisão em regime inicial semiaberto.
Outras duas pessoas já haviam sido condenadas pelo assassinato no dia 27 de abril de 2022. Entre eles o advogado Felix Raichardt, namorado de Michele e mandante do crime, que foi condenado a 17 anos e 10 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado e adulteração de placa de veículo.
Já Carlos Eduardo Conceição Martins, executor do crime, terá que cumprir uma pena maior, de 33 anos, um mês e 13 dias, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo qualificado e adulteração de placa, também em regime inicial fechado.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Félix comprou um carro (um Golf), pelo valor de R$ 100 mil, de propriedade da vítima Humberto. O réu deixou de fazer o pagamento do total combinado e estava sendo cobrado de forma insistente pela vítima.
Félix, que não aceitava a cobrança, decidiu tirar a vida de Humberto e procurou a ajuda dos demais denunciados para a execução do crime. Michele, companheira dele, aceitou participar do ato criminoso e passou a planejar como matariam a vítima.
O denunciado conversou por telefone com seu amigo João Adilson para que também auxiliasse no homicídio e na busca de alguém que executasse o planejado. João Adilson, mesmo preso na Penitenciária Modulada Estadual de Osório, no Rio Grande do Sul, fez contato telefônico com Carlos Eduardo, conhecido como Chocolate, que aceitou ser o responsável pelos disparos.
Com o planejamento da morte de Humberto pronto, no dia 18 de janeiro de 2020, Félix foi até a cidade de Porto Alegre, onde buscou Carlos Eduardo. Retornaram no mesmo dia para Balneário Camboriú e naquele fim de semana, finalizaram os preparativos para a morte da vítima.
A denúncia relata ainda que no dia 19 de janeiro de 2020, o acusado Carlos Eduardo roubou em Itajaí um carro para ser utilizado no crime. Após o roubo do carro na cidade vizinha a Balneário Camboriú, os denunciados Carlos e Félix, por intermédio de João Adilson, realizaram a troca da placa original do carro por um par de placas clonadas.
O réu João Adilson foi quem orientou os executores como deveriam abordar a vítima, vigiá-la e escapar do local e seguir para Porto Alegre. No dia escolhido para a morte de Humberto, entre 7h e 8h, Chocolate foi até a rua da casa da vítima. Estacionou e aguardou a movimentação da vítima. Em local próximo, Félix aguardava a execução para garantir a fuga.
Perto das 8h25, Humberto foi até a frente de sua casa para se despedir do amigo com quem estava tomando chimarrão. Nesse momento, antes que pudesse voltar para dentro de casa, Carlos Eduardo foi ao seu encontro e atirou seis vezes contra a vítima, que morreu no local.
O autor dos disparos fugiu no carro roubado, que em seguida foi abandonado próximo ao local do crime. Carlos foi ao encontro de Félix e os dois seguiram para a capital do estado vizinho, Rio Grande do Sul. Enquanto os dois denunciados estavam no local dos fatos, Michele, acompanhava informações do homicídio pelo rádio, televisão e internet, com o intuito de comunicar e auxiliar o companheiro na hora de fugir.
Perante o Conselho de Sentença, o Promotor de Justiça Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto, responsável pela 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balneário Camboriú, sustentou que o motivo do crime foi por desavença decorrente da dívida pecuniária envolvendo a venda do veículo Golf pela vítima, a qual passou a cobrar a o débito insistentemente.
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