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Foragido de operação deflagrada no Rio de Janeiro é preso em Brusque

Foragido de operação deflagrada no Rio de Janeiro é preso em Brusque

25/07/2022 às 08h28 Atualizada em 25/07/2022 às 11h28
Por: Tom
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Foto: Imagem ilustrativa / Polícia Militar
Foto: Imagem ilustrativa / Polícia Militar

Um homem foragido da Justiça do Rio de Janeiro foi encontrado e preso na manhã desse domingo (24) em Brusque. De acordo com a Polícia Militar, ele era um dos investigados da Operação Calígula, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) contra uma organização criminosa envolvida em uma rede de jogos de azar e outros crimes no Rio e em outros estados.

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Os policiais foram informados às 10h40 de que o homem teria entrado escondido na cidade. Durante rondas, uma guarnição conseguiu abordar o suspeito, que saía do seu veículo. Durante o procedimento, foi confirmada a identidade do homem e cumprido o mandado de prisão pelo crime de organização criminosa. Por fim, o homem de 53 anos foi conduzido à Unidade Prisional Avançada (UPA) de Brusque.

Operação Calígula

Deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em 10 de maio, a Operação Calígula teve como objetivo reprimir as ações de uma organização criminosa encabeçada por um bicheiro e seu filho e que é integrada por dezenas de outros criminosos.

Entre os criminosos está o policial militar reformado Ronnie Lessa, denunciado como o assassino da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 março de 2018. Conforme as investigações, ele teria trabalhado como segurança do bicheiro em 2009. Em 2018, se reaproximou do criminoso e, juntos, abriram uma casa de apostas na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Ao todo, foram expedidos 29 mandados de prisão e 119 de busca e apreensão, inclusive em quatro bingos comandados pelo grupo. Segundo o MPRJ, um total de 30 pessoas são investigadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

No entendimento dos promotores de Justiça, a organização tinham acertos de corrupção estáveis com agentes públicos integrantes de diversas esferas do Estado, principalmente ligados à Segurança Pública. Entre eles, agentes da Polícia Civil e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, que recebiam valores mensais para permitir o livre funcionamento das casas de apostas do grupo.

Com informações da Agência Brasil

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