
Dois homens acusados de envolvimento na morte do empresário Luiz Cavazzotto, crime registrado em janeiro de 2020 em Balneário Camboriú, foram condenados na tarde desta quinta-feira (28). Juntas, as penas chegam a quase 51 anos de prisão. Outras três pessoas serão julgadas - entre elas a namorada de um dos condenados.
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O Tribunal de Júri condenou o advogado Felix Raichardt, mandante do crime, a 17 anos e 10 meses de reclusão em regime inicial fechado por homicídio duplamente qualificado e adulteração de placa de veículo. Já o executor, Carlos Eduardo Conceição Martins, terá que cumprir uma pena maior, 33 anos, um mês e 13 dias, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo qualificado e adulteração de placa, também em regime inicial fechado.
Perante o Júri, os Promotores de Justiça Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto, Alexandre Carrinho Muniz e Marcio Cota sustentaram que o homicídio foi duplamente qualificado por ter sido praticado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa pela vítima.
Os crimes ocorreram em janeiro de 2020, quando Cavazzotto foi assassinado na frente de casa. Conforme a denúncia do Ministério Público (MPSC), Raichardt, junto com sua namorada - uma das denunciadas que será julgada em outra data, juntamente com mais outros dois acusados - planejou o homicídio e mandou executá-lo porque o empresário cobrava dele uma dívida referente à venda de um carro no valor de R$ 100 mil.
Por meio de um amigo, preso depois no Rio Grande do Sul, o casal contratou Martins para executar o crime. Na véspera do assassinato, Martins roubou um veículo em Itajaí e, junto com o advogado, trocou a placa por outra, clonada. O veículo foi usado na execução.
No dia do crime, o denunciado apontado como o autor dos disparos estacionou próximo à casa do empresário e o advogado ficou próximo do local. Quando a vítima foi se despedir do amigo na frente da sua casa, o criminoso a atingiu com seis tiros, matando Cavazzotto no local.
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