
Na manhã desta quinta-feira (9), a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação Dose Extra, para investigar um esquema de fraudes e superfaturamento em procedimentos cirúrgicos custeados pelo plano de saúde dos servidores estaduais, o SC Saúde.
A investigação começou após uma auditoria realizada pelo Governo do Estado, que identificou indícios de irregularidades e encaminhou o caso às autoridades policiais.
Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão. A maior parte das ações ocorreu em Florianópolis, com diligências também em Palhoça e Joinville, além de cumprimento de ordens judiciais em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins.
Segundo a Polícia Civil, o esquema envolvia médicos, empresários e advogados que não pertenciam ao quadro de servidores do plano. Segundo as investigações, o grupo utilizava negativas administrativas do SC Saúde para judicializar pedidos de cirurgias. Nos processos, eram apresentados orçamentos de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs) com valores muito acima dos praticados no mercado.
✅ Clique aqui para seguir o canal AJ Notícias no WhatsApp
Ainda conforme as autoridades, empresas com nomes diferentes pertenciam ao mesmo grupo econômico, simulando concorrência para justificar o superfaturamento.
A análise inicial de 33 procedimentos apontou um prejuízo estimado em R$ 6 milhões aos cofres públicos. Em um dos casos, uma cirurgia avaliada em cerca de R$ 29 mil teve custo judicial superior a R$ 600 mil.
A Justiça determinou a apreensão de 35 veículos, duas motos aquáticas e uma embarcação, além do bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 10 milhões. Também foram impostas medidas cautelares, incluindo a proibição de cinco empresas investigadas de firmarem contratos com o Estado.
Os suspeitos são investigados pelos crimes de organização criminosa e estelionato majorado. O material apreendido será analisado para aprofundar as investigações e identificar outros envolvidos.
Mín. 18° Máx. 31°