
Santa Catarina já registrou 66.200 notificações de dengue em 2025, sendo 20.858 casos considerados prováveis, conforme o Informe Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que compreende dados até o dia 5 de maio. Segundo o relatório, 178 dos 295 municípios catarinenses estão oficialmente infestados pelo mosquito Aedes aegypti, vetor de arboviroses como dengue, chikungunya e zika.
Até o momento, sete mortes por dengue foram confirmadas. O óbito mais recente foi de uma mulher de 38 anos, em Barra Velha, no dia 23 de abril. Além disso, nove óbitos estão em investigação pelas autoridades de saúde.
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Foram identificados 36.899 focos do mosquito Aedes aegypti em 256 municípios. A tendência crescente de casos e focos tem gerado preocupação entre as autoridades. “Mesmo com a redução das temperaturas, que geralmente desacelera a reprodução do mosquito Aedes aegypti, o cenário revela a necessidade de prosseguir com as medidas preventivas para evitar um possível surto”, destacou João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).
A metodologia usada desde 2024 classifica como casos prováveis todas as notificações que ainda não foram descartadas, permitindo uma análise mais precisa do cenário em tempo real.
O informe também traz alerta sobre o avanço da chikungunya no estado. Foram registradas 1.784 notificações da doença, com 777 casos considerados prováveis e 577 casos confirmados. O número representa um aumento de 726,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando haviam sido registrados apenas 94 casos prováveis.
Até o momento, quatro óbitos por chikungunya foram confirmados:
O município de Xanxerê lidera o número de casos confirmados, com 467 registros. Em seguida aparecem Itá (34), Campo Erê (31) e Águas de Chapecó (30).
A chikungunya, assim como a dengue, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode causar febre alta, dores intensas nas articulações, cansaço extremo, entre outros sintomas. Casos graves, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades, podem levar à hospitalização ou morte.
As autoridades reforçam a importância da participação da população no combate ao mosquito, eliminando possíveis criadouros e adotando medidas preventivas contínuas, mesmo nos meses de clima mais ameno.
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