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Mercado financeiro eleva previsão da inflação de 4,5% para 4,55%

Mercado financeiro eleva previsão da inflação de 4,5% para 4,55%

28/10/2024 às 15h44 Atualizada em 28/10/2024 às 18h44
Por: Tom
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Foto: Divulgação/Agência Brasil
Foto: Divulgação/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, aumentou de 4,5% para 4,55% para este ano, ultrapassando o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Essa estimativa foi divulgada no Boletim Focus desta segunda-feira (28), uma pesquisa semanal do Banco Central (BC) que reúne as expectativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

Para 2025, a projeção de inflação também subiu, passando de 3,99% para 4%. As previsões para 2026 e 2027 são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

A previsão para 2024 está acima do teto da meta de inflação que o BC deve perseguir. Definida pelo CMN, a meta para este ano é de 3%, com uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que resulta em um limite inferior de 1,5% e superior de 4,5%.

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A partir de 2025, começará a vigorar um sistema de meta contínua, o que significa que o CMN não precisará estabelecer uma meta de inflação a cada ano. O centro dessa meta contínua foi fixado em 3%, com a mesma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em setembro, a inflação no país foi de 0,44%, impulsionada principalmente pela alta nas tarifas de energia elétrica. Em agosto, o IPCA havia registrado uma deflação de 0,02%. Segundo o IBGE, em 12 meses, o IPCA acumula uma inflação de 4,42%.

Juros básicos

Para atingir a meta de inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 10,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A recente alta do dólar e as incertezas em relação à inflação levaram o Copom a aumentar os juros pela primeira vez em mais de dois anos na reunião do mês passado.

A última alta da taxa aconteceu em agosto de 2022, quando a Selic subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Depois de permanecer nesse nível por um ano, a taxa sofreu seis cortes de 0,5 ponto e um de 0,25 ponto entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano.

A próxima reunião do Copom está agendada para 5 e 6 de novembro, e analistas esperam um novo aumento na taxa básica. O mercado financeiro projeta que a Selic deve terminar 2024 em 11,75% ao ano.

Para o final de 2025, a expectativa é que a taxa básica caia para 11,25% ao ano, e para 2026 e 2027, a previsão é que seja reduzida novamente para 9,5% e 9% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, o objetivo é conter uma demanda aquecida, o que impacta os preços, pois juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança. Contudo, além da Selic, os bancos consideram outros fatores ao definir as taxas cobradas dos consumidores, como risco de inadimplência e despesas administrativas. Dessa forma, taxas mais elevadas podem dificultar a expansão econômica.

Quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais acessível, estimulando a produção e o consumo, mas isso pode complicar o controle da inflação.

PIB e câmbio

A projeção do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira em 2023 subiu de 3,05% para 3,08%. No segundo trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,4% em relação ao primeiro trimestre, com uma alta de 3,3% na comparação com o segundo trimestre de 2023, segundo o IBGE.

Para 2025, a expectativa de crescimento do PIB é de 1,93%. Para 2026 e 2027, o mercado prevê uma expansão de 2% para ambos os anos.

Em 2023, a economia brasileira superou as expectativas, crescendo 2,9%, alcançando um total de R$ 10,9 trilhões, conforme dados do IBGE. Em 2022, a taxa de crescimento foi de 3%.

A previsão para a cotação do dólar ao final deste ano é de R$ 5,45, e para o final de 2025, a estimativa é de R$ 5,40.

Via Agência Brasil, editado por Redação

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