
"A palavra é de prata, o silêncio é de ouro".
Provérbio oriental
"O silêncio é um amigo que não trai".
Confúcio

Com gratidão eterna ao criador, estou completando nesta sexta-feira (1), 52 anos de vida, muito bem vivida.
33 de comunicação.

Quando me dizem, em tom de brincadeira, que estou ficando velho, afirmo que me sinto menos tolo e a cada dia mais seletivo.
Com o saco cada vez mais cheio de tanta futilidade e hipocrisia.
Um sarcasmo radical.
De um sagitariano sincerão.
Uma virtude, que nos dias atuais, se tornou um defeito.

Uma de minhas maiores imperfeições é falar demais.
Costumo abrir o coração e colocar o dedo na ferida.
Seja em uma conversa pessoal ou profissional (o que realmente é mais importante nesse espaço).
Embora, defenda, que algumas publicações, como essa coluna, precisam ser humanizadas.

A inquietude nos leva a cometer previsões precipitadas.
De qualquer maneira sempre vou preferir errar pela ação do que pela omissão.
Não consigo transitar em cima de um muro.

Havia jurado após o que aconteceu em 2009, quando o Fluminense escapou da Série B (tinha 99,99% de chances de cair, segundo os matemáticos), que jamais cravaria um novo veredito sobre as chances de titulo ou rebaixamento de um time.

Me controlei.
Até o Botafogo esculhambar com minha razão e discernimento.

Antes, até por uma questão cronológica e de justiça, preciso me retratar sobre Felipe Melo.
Comentei na Rádio Clube FM, 89,1, no Programa Alexandre José, ainda na 1ª fase, que "o Fluminense jamais seria campeão da Libertadores com um zagueiro lento e violento como ele".
Foi minha primeira pisada na bola após o volante/zagueiro erguer a taça no Maracanã.
Queimei a língua.

Assim como eu, depois de um primeiro turno avassalador, não lembro de alguém na mídia nacional, ter dito ou escrito que o Botafogo não seria campeão.
"É só uma questão de tempo".
Outra vez me antecipei erradamente no rádio, na televisão e nas redes sociais.
Vi só um botafoguense cantar a bola: o ator Stepan Nercessian.
No Podcast do Garotinho (o narrador José Carlos Araújo).
Quando a equipe estava no auge, jogando muita bola, destroçando os adversários.
A repercussão, contudo, só ganhou as manchetes nessa reta final, quando o Fogão completou nove partidas sem vitória.
O time travou na 28ª rodada.
E não ganhou mais.
Empates com Athletico, Fortaleza, Bragantino, Santos e Coritiba.
Derrotas para Cuiabá, Palmeiras, Vasco e Grêmio.
27 pontos disputados.
Apenas 5 somados.
Deixando a taça escorrer entre os dedos.

Também cravei que o Vasco era incaível.
Pelo returno competitivo que vem fazendo.
Só depende de seu desempenho para se manter, mas a tabela é complicada.
Grêmio, em Porto Alegre.
E o Bragantino, em São Januário.

Melhor não cometer o mesmo equivoco.
Ao menos nos dois cenários (título e descenso).
Faltam duas rodadas.
Mesmo assim vou me limitar na briga pelo caneco.

O Palmeiras não vai vacilar.
"O título caiu no colo", como muitos dizem.
Prefiro enxergar virtudes.
Competência e foco.
Mesmo com a cabeça no Mundial, o Fluminense tem tudo para endurecer o jogo na grama sintética do Allianz Parque.
Vai ter atitude, ser profissional.
Jamais vai prejudicar o Flamengo.

O próprio Cruzeiro, se escapar do Z4 neste fim de semana (encara o Botafogo no Engenhão) vai complicar a vida do Verdão na quarta-feira que vem (6) no Mineirão.
Mesmo com o rival Atlético Mineiro lutando pelo primeiro lugar.

Até parece.
Juro que a partir de hoje entro em jejum intermitente de silêncio.

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é comentarista do Programa Alexandre José, na Rádio Clube FM 89.1, nas segundas, quartas e quintas-feiras, às 7h40. Também atua como apresentador, repórter e produtor no quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV RecordTV Blumenau. Além de boleiro na Patota 5ª Tentativa.

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